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Missão da National Geographic descobre a mística Cidade Branca da floresta tropical das Honduras


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Missão da National Geographic descobre a mística Cidade Branca da floresta tropical das Honduras

Ao regressar à remota região tropical das Honduras, La Mosquitia, uma equipa de arqueólogos dq National Geographic encontrou novos vestígios de uma “civilização perdida”, diferente de todas as que já são conhecidas dos historiadores.

A busca da lendária e mística ‘Cidade Branca’, onde os indígenas das Honduras se terão escondido dos conquistadores espanhóis, que invadiram a América do Sul no século XVI, não deu os frutos esperados.

No entanto, a procura não foi um desperdício de tempo para os investigadores do National Geographic graças à descoberta de uma cidade perdida na Floresta tropical das Honduras.

A razão para o desaparecimento deste povo desconhecido ainda não é conhecida, mas os investigadores acreditam que o fim pode ter sido provocado pelas doenças trazidas pelos europeus.

Esta descoberta sucede-se a uma expedição da mesma equipa em 2012 em que recolheram os primeiros dados sobre uma “cidade perdida”.

Há três anos, a equipa de arqueólogos organizou uma expedição à remota região tropical das Honduras motivada pelos rumores acerca da existência da chamada “White City” (“Cidade Branca”), também conhecida por “City of the Monkey God” (“Cidade do Deus Macaco”). Através da tecnologia Light Detection and Ranging, que permite a localização de vestígios arqueológicos com um laser, delineando as suas características arqueológicas mesmo por debaixo de densas florestas tropicais, a equipa encontrou em 2012 um conjunto de ruínas no local correspondente à localização da “White City”, segundo a revista americana National Geographic.

Na passada quarta-feira, a equipa regressou ao local das ruínas e encontrou uma considerável quantidade de esculturas de pedra da alegada cidade lendária, intocadas desde que o local fora abandonado há séculos, segundo a revista norte-americana.

Reza a lenda que, por entre a folhagem tropical da floresta da região de La Mosquitia, emergiam as muralhas brancas da cidade perdida, um lugar místico onde os indígenas se haviam outrora refugiado dos conquistadores espanhóis e de onde ninguém alguma vez regressara, diz a mesma fonte.

Entre os 52 artefactos visíveis e os restantes, que se encontram enterrados no solo, destaca-se um objeto que o arqueólogo mesoamericano Christopher Fisher, membro da equipa de exploração e investigador da Colorado State University, identificou como um homem-jaguar possivelmente representando um xamã num estado transformado de espírito.

A National Geograhic também considera a hipótese do artefacto corresponder a um elemento dos rituais de jogos de bola, comuns na vida pré-colombiana da Mesoamerica. Fisher diz que a figura parece estar a utilizar um capacete, que Oscar Neil Cruz, outro membro da equipa e chefe dos arqueólogos do Instituto de Antropologia e História das Honduras, acredita remeter aos séculos 1000 a 1400 A.C.

No entanto, vários arqueólogos, segundo a fonte da National Geographic, já não acreditam que esta descoberta se reduza à descoberta de uma cidade perdida. Dado que a região de La Mosquitia tem no seu seio um conjunto de vestígios de várias cidades perdidas, supõem agora que, juntas, essas cidades constituam algo bem mais importante – a existência de uma “civilização perdida”.

A National Geographic conta que o perigo da desflorestação que esta região enfrenta constitui um grande perigo no contexto desta possível descoberta, numa região que é, de acordo com Mark Plotkin, um etnobotânico que passou 30 anos na Amazónia, a floresta tropical mais intocada de toda a América Central.

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