Última hora

Última hora

A problemática do monopé selfie em museus e galerias de arte

Em leitura:

A problemática do monopé selfie em museus e galerias de arte

Tamanho do texto Aa Aa

O Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, e a National Gallery, em Londres, juntaram-se a uma série de outras instituições que proibiram a

O Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, e a National Gallery, em Londres, juntaram-se a uma série de outras instituições que proibiram a utilização do monopé selfie no seu interior.

Este prático instrumento permite ao utilizador tirar as chamadas selfies a um metro de distância:

“Para tirar uma fotografia a quatro pessoas e muito útil, por isso queríamos utilizá-lo, mas não faz mal”, diz uma jovem turista.

Para quem se dedica a proteger o valioso património histórico de um país, os perigos são muitos:

“Estamos, praticamente, a um metro dos objetos. Olhe para esta consola basta-me esticar um pouco a mão para tocar nela. O mesmo se passa com estas peças, os com os lustres no teto, estão apenas a um metro. Por isso, imagine os estragos que um monopé selfie pode fazer”, explica Denis Verdier-Magneau, responsável pelo desenvolvimento cultural do Palácio de Versalhes.

Mais de mil visitantes passam pelo Palácio de Versalhes todos os dias. Para contornar a proibição há outras alternativas:

“Viemos em grupo, podemos pedir aos nossos amigos para nos tirarem uma fotografia. Claro que se vier sozinho pode ser dececionante”, diz uma visitante.

Se for sozinho, pode sempre pedir ao visitante do lado para lhe tirar, não uma selfie, mas uma normal fotografia. Em França pode visitar museus como o Louvre, o Centro de Arte Georges Pompidou ou o Palácio de Tóquio onde a regra não se aplica até porque as “selfies” trazem as suas vantagens:

“O monopé selfie remete-nos para as redes sociais. Os jovens publicam as suas fotos apenas nelas: no Instagram, no Facebook ou no Twitter e penso que isso influencia o número de visitantes, faz com que outras pessoas tenham vontade de vir visitar as exposições”, adianta um dos responsáveis pelo setor cultural do Louvre, Simon Bruneel.

Kenji Kawakami, inventor e artista japonês, desenvolveu um trabalho a que chamou “Mão para pessoas preguiçosas”, uma alusão ao monopé selfie.