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Crash Germanwings nas televisões europeias

O drama da semana, com o acidente do Airbus A320 nos Alpes franceses, da alemã Germanwings, não deixou sobreviventes. Morreram 149 pessoas por

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Crash Germanwings nas televisões europeias

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O drama da semana, com o acidente do Airbus A320 nos Alpes franceses, da alemã Germanwings, não deixou sobreviventes. Morreram 149 pessoas por vontade de uma outra. A RAI faz a reportagem na localidade mais próxima do centro da tragédia.

O monte do Calvário das famílias tem a aparência de uma colina onde só há rochas e restos do avião. A montanha esconde o sítio do acidente, onde está interdito aceder.

Os familiares das vítimas chegam a meio da tarde, de autocarro de Marselha.

Os agentes policiais mantêm a distância de proteção. A cena é surrealista, para quem vê do exterior e para quem vive drama no interior. Em fila, vão a um local de homenagem, onde estão as bandeiras que assinalam as nacionalidades dos passageiros: Hollanda, Israel, Austrália….Os psicólogos da Cruz Vermelha mantêm-se atentos, assim como assistentes sociais e outros voluntários:

- Temos de os apoiar como podemos, diz o coordenador catalão…se têm sede, damos água, se têm frio, cobrimo-lhes os ombros e agora que sabem que não foi um acidente, as coisas vão mudar para eles. Cada um vive o luto como pode.

Depois partem, como chegaram. 10 km mais ao norte passam pela recolha de ADN, para comparar com as amostras dos restos mortais. É o único meio de identicar as vítimas.

O local do desastre continua inacessível:

- Este é o último ponto acessível, está tudo bloqueado pela polícia, foi atrás da colina que o avião se despenhou.

Mais tarde, chegam outras famílias, entre elas, talvez, os pais do copiloto.

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Em Seyne-Les-Alpes, quarte-general da operação de resgate, há um contínuo vai e vem de helicópterors e demais meios de socorro. Reportagem da France 3.

Quem é Andreas Lubitz? Tinha 28 ans e, aparentemente, sem história. Cresceu em Montabaur, no centro da Alemanha. Quem o conheceu não podia imaginar tal cenário, pois era um jovem educado, sempre pronto para ajudar o próximo.

Não é o género de pessoa que faz isto, é contra o seu caracter, não lhe corresponde.

Andreas Lubitz era desportivo; aos olhos dos vizinhos, uma pessoa sã:

- Corria… e assim partiu….nem acredito que se tenha morto e levado consigo tantas pessoas para a morte.

Fez os primeiros treinos de piloto num pequeno aeroporto, aos 14 anos, uma paixão que o guiou profissonalmente:

- Veio como os outros jovens aprendizes de piloto. Fez a formação e o brevet.

Continuou a formação na escola da Lufthansa, mas interrompeu em 2009, por causa de uma depressão, um “burn-out”.

- Há seis anos fez uma longa interrupção na formação mas, depois da verificação das competências, foi reintegrado.

Com o diploma da Lufhansa, integrou os quadros da Germanwings, há dois anos.

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As operações de resgaste são delicadas. O Airbus da Gernawings despenhou-se numa zona de difícil acesso. A intervenção dos socorristas é lenta por causa do relevo em escarpa e da altitude. As operações são feitas com uma minúcia e atenção extremas Segue-se a dolorosa identificação das vítimas, como explica a France 2:

A rotação das hélices dos helicópteros é ritmada e contínua. Cerca de 40 socorristas na montanha e investigadores da polícia científica, revezam-se no local do acidente:

- Procedemos como vêem, os helicópteros vão e vêm para entregar, recolher, extrair, e voltar a trazer.

As condições de trabalho são difíceis, no meio dos destroços do aparelho e nas ravinas abrutas:

- É necessário securizar o perímetro, eles podem cair a todo o momento. Utilizamos ganchos de metal, corda e todas as técnicas de escalada na montanha. Cada investigador está ligado a um socorrista de montanha.

No local do acidente, no meio de destroços do aparelho, os investigadores e os polícias ainda procuram a segunda caixa negra, com os parâmetros do voo. E começam a recolher os restos mortais dos 150 passageiros e membros da tripulação do voo da GermanWings:

- Os restos de corpos são depositados em caixas refrigeradas para serem bem identificados, para fotografar e recolher por cabo e, finalmente, serem helitransportados.

Em Seyne-les-Alpes, neste edifício, os restos mortais são sumetidos a um primeiro exame.

O trabalho de identificação das vítimas começa no acampamento instalado pela polícia. SErá particularmente difícil, noemadamente a nível psicológico, para os investigadores: os restos estão em mau estado e só o reagrupamento de ADN os poderá identificar.

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Uma comovente homenagem: rostos de jovens que depositam flores e velas em frente do liceu em Haltern am See, cidade alemã de North Westphalia, que chora 18 vítimas do desastre. 16 alunos e dois professores. A TVE esteve lá:

“Warum”? Por quê? Esta é a questão dos estudantes de Haltern, de onde eram os 16 alunos e dois professores morreram no acidente de avião. Desconheciam-se os contornos da tragédia.

A escola está aberta, mas as aulas estão suspensas. Dor Eleborano e muitas vezes se reúnem para lembrar os amigos e companheiros morreram com fotos, mensagens, velas ou desenhos. Em silêncio.

Os Médio são afastados e repitem-nos que ninguém quer falar. Mas ainda há quem evite o microfone.

- É uma cidade pequena e a dor e pertence a toda a comunidade.

O presidente da câmara disse que a mãe de um estudante morto lhe telefonou a agradecer o apoio recebido da comunidade. Ele, por sua vez agradeceu o apoio recebido do município e da escola Gina del Vallés, na Espanha … duas pequenas cidades unidas pela tragédia.

Em Haltern, domina o silêncio