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A bienal de Arte dos Emirados Árabes Unidos

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A bienal de Arte dos Emirados Árabes Unidos

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“O passado, o presente e o possível” é o tema da bienal de Arte Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. Mais de cinquenta artistas de vários países

“O passado, o presente e o possível” é o tema da bienal de Arte Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. Mais de cinquenta artistas de vários países foram convidados a expor as suas obras.

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A minha performance chama-se fanfarra-funeral e mistura dança, música e teatro. Escolhi este nome para descrever uma realidade dos nossos dias que se tornou um ritual. Na República Democrática do Congo, nos momentos de luto, as pessoas não vêm ao funeral para apoiar a família do defunto, vêm para mostrar as roupas de marca.

O músico Shoggy Angoy da República Democrática do Congo encenou uma paródia de uma marcha fúnebre. “Esta performance chama-se fanfarra-funeral e mistura dança, música e teatro. Escolhi este nome para descrever uma realidade dos nossos dias que se tornou um ritual. Na República Democrática do Congo, nos momentos de luto, as pessoas não vêm ao funeral para apoiar a família do defunto, vêm para mostrar as roupas de marca”, contou Shoggy Angoy.

O artista argentino Eduardo Navarro apresentou uma instalação interativa com balões comandados por sensores.

As rosas são a fonte de inspiração do artista tailandês Rirkrit Tiraanija. Um projeto artístico que passa pela produção de óleo a partir das pétalas.

“As rosas são uma fonte de inspiração artística presente na literatura e na cultura de muitos países. Os aspetos simbólicos e emocionais enchem os nossos sentidos: podemos cheirar, beber, tocar e apreciar a beleza visual destas flores tão versáteis. Esta instalação em forma de jardim está recheada de rosas maravilhosas”, comentou o artista sírio Khaled Al Saa’i.

O libanês Rayyane Tabet compôs uma obra sobre o oleoduto que une vários países árabes, a Arábia Saudita a Jordânia, a Síria e o Líbano.

A bienal destaca também artistas já falecidos, como Fahkrelnissa Zeid, um pintor turco que faz a ponte entre arte islâmica e a estética bizantina, cruzado influências orientais e ocidentais.

“O que eu mais aprecio nesta exposição é constatar que existem artistas excelentes e muitos deles são mulheres que fazem parte do mundo árabe e que nós não conhecíamos. Alguns dos artistas estão vivos, outros já morreram mas a maioria das performances são atuais. Estou muito contente por estar aqui e poder-vê-las”, afirmou Ahdiya Timur, uma jovem visitante.

A bienal Sharjah nos Emirados Árabes Unidos está aberta ao público até 5 de junho.