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Militares franceses investigados por violação de crianças na República Centro-Africana

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De  Nelson Pereira
Militares franceses investigados por violação de crianças na República Centro-Africana

<p>Militares franceses estão a ser investigados por violação de crianças na República Centro-Africana.</p> <p>O ministério da Defesa francês anunciou esta quarta-feira que tomará todas as medidas necessárias para apurar a verdade, numa investigação sobre alegadas violações de crianças do sexo masculino cometidas por militares franceses na República Centro-Africana.</p> <p>Segundo a edição desta quarta-feira do jornal britânico “The Guardian”, um alto responsável das Nações Unidas foi suspenso de funções, por ter revelado o conteúdo de um inquérito interno da <span class="caps">ONU</span> sobre acusações graves de abusos sexuais cometidos por militares franceses na República Centro-Africana antes do estabelecimento no país da missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (<span class="caps">MINUSCA</span>).</p> <p>A França enviou tropas para a República Centro-Africana em dezembro de 2013, para refrear a onda de violência que deflagrou no país após o golpe que depôs o presidente Francois Bozizé.</p> <p>O sueco Anders Kompass, diretor de operações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os direitos humanos, em Genebra, foi afastado em julho de 2014.</p> <p>Segundo o porta-voz adjunto da <span class="caps">ONU</span>, Farhan Haq, Kompass foi suspenso por ter entregue os resultados da investigação às autoridades francesas, em desobediência aos procedimentos internos.</p> <p>O relatório confidencial documenta a exploração sexual de menores por parte de militares franceses estacionados na República Centro-Africana, incluindo detalhes sobre as vítimas e sobre os militares envolvidos.</p> <p>O ministério da Justiça francês tinha confirmado anteriormente ter aberto um inquérito preliminar sobre estes factos no passado 31 de julho de 2014, com base num relatório da <span class="caps">ONU</span> relativo a abusos sexuais contra crianças do sexo masculino ocorridos entre dezembro de 2013 e junho de 2014.</p>