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EUA: comunidade muçulmana defende liberdade de expressão depois de ataque no Texas

Um apelo à tolerância e uma mensagem em defesa da liberdade de expressão. Foi desta forma que a comunidade muçulmana dos Estados Unidos reagiu ao

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EUA: comunidade muçulmana defende liberdade de expressão depois de ataque no Texas

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Um apelo à tolerância e uma mensagem em defesa da liberdade de expressão. Foi desta forma que a comunidade muçulmana dos Estados Unidos reagiu ao ataque contra um centro cultural de Garland, no Texas, onde decorria um concurso de caricaturas do profeta Maomé.

A ação resultou na morte dos dois atacantes, suspeitos de ligações a redes “jihadistas”.

Azhar Azeez, presidente da Sociedade Islâmica da América do Norte, frisou que “dos 100.000 muçulmanos que vivem na área metropolitana [de Dallas], nenhum se deslocou ao centro de Garland para participar em qualquer tipo de protesto. Simplesmente ignoraram o evento, o que mostra que a comunidade muçulmana tem imenso respeito pela liberdade de expressão”.

O evento foi organizado pela associação anti-islâmica liderada por Pamela Geller e contou com a presença do líder da extrema-direita holandesa Geert Wilders.

Ibrahim Hooper, do Concelho de Relações Americano-Islâmicas, sublinhou que “não há desculpas para um ataque deste tipo, mesmo contra um evento anti-Islão. Mesmo fanáticos como Geller ou Wilders têm o direito de exprimir as suas visões de ódio e intolerância, que temos o direito de contestar de forma pacífica”.

Um dos atacantes terá anunciado a ação no Twitter e estaria a ser investigado pelo FBI há vários anos, tendo mesmo sido condenado em 2011 por mentir a respeito da intenção de se juntar a um grupo extremista na Somália.