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Azerbaijão: Incêndio em edifício residencial faz 14 mortos

O incêndio que deflagrou e rapidamente consumiu parte de um edifício de 16 andares, em Baku, capital do Azerbaijão, terá feito pelo menos 14 mortos

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Azerbaijão: Incêndio em edifício residencial faz 14 mortos

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O incêndio que deflagrou e rapidamente consumiu parte de um edifício de 16 andares, em Baku, capital do Azerbaijão, terá feito pelo menos 14 mortos, entre eles crianças, confirmou o Ministério da Saúde local. A agência de notícias azeri, a APA, avançou que teriam morrido pelo menos 16 pessoas.

Uma das mortes terá sido a de uma pessoa que saltou do edifício em chamas. O balanço oficial aponta ainda para cerca de 50 feridos, a maioria deles por inalação de fumo. Nenhum dos feridos, garante o Ministério da Saúde, corre perigo de vida.


As chamas já terão, entretanto, sido controladas pelos bombeiros, restando apenas três brigadas no local para o rescaldo, combate a eventuais reacendimentos e verificação dos apartamentos um a um.

O gabinete do Procurador-geral, o Ministério de Situações de Emergência e o Ministério do Interior do Azerbaijão divulgaram um comunicado conjunto explicando que o “fogo começou (…) por volta das 11 horas locais (07h da manhã, em Lisboa)” e que “graças às medidas operacionais, 27 residentes no edifício foram evacuados e 37 resgatados.”


Por volta das 14 horas (10 horas, em Lisboa), o fogo foi localizado e os edifícios vizinhos foram protegidos. De acordo com os relatórios preliminares, o fogo propagou-se da fachada para todo o edifício num curto espaço de tempo, matando 14 pessoas e obrigando 26 a ser hospitalizadas, diagnosticadas com queimaduras e inalação de fumo.

O Departamento de Investigação de Crimes Graves, que trabalha sob as ordens do Procurador-geral, abriu vários processos-crime. Uma equipa especial de investigadores foi criada, avança a APA, sob o controlo direto do próprio Ilham Aliyev, o presidente do Azerbaijão.


Miryusif Mahmudov, o diretor da Global Constructions, a construtora responsável pela fachada do edifício, foi detido sob suspeita de ter sido responsável pela decisão da empresa em utilizar na obra materiais revestimento de baixa qualidade.