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Manifestações contra a multinacional americana Monsanto em todo o mundo


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Manifestações contra a multinacional americana Monsanto em todo o mundo

Manifestações contra a multinacional americana Monsanto, especializada na biotecnologia agrícola, decorrerem este fim-de-semana em várias cidades do mundo.

Manifestações contra a Monsanto tiveram lugar no sábado em mais de 400 cidades de uma quarentena de países, de Paris a Ouagadougou e Rio de Janeiro. Na Cidade do México, milhares de pessoas
protestaram contra a produção de milho geneticamente modificado.

Em Morges, no cantão de Vaud, na Suíça, onde a Monsanto tem a sua sede para a Europa, África e Médio Oriente, mais de mil pessoas participaram no sábado numa manifestação, para protestar contra o herbicida e as sementes geneticamente modificadas produzidos pela poderosa multinacional no campo da biotecnologia agrícola.

Em março, a Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC), estrututa da Organização Mundial de Saúde, declarou o glifosato, herbicida que a Monsanto comercializa com a marca Roundup, como provavelmente cancerígeno para o ser humano.

O glifosato é um dos herbicidas mais utilizados no mundo. Segundo a IARC, sediada em Lyon, França, esta influência nociva do glifosato é partilhada por outros herbicidas como o malatião e o diazinão.

Em Portugal, o glifosato é o herbicida mais usado, sendo comercializado por empresas como a Monsanto, Dow, Bayer e Syngenta. A sua aplicação para fins agrícolas duplicou em Portugal na última década.

Esta tomada de posição da IARC foi fortemente contestada pela Monsanto.

Uma das conclusões deste relatório do IARC é que o glifosfato está associado ao Linfoma não-Hodgkin – um cancro de sangue em que Portugal tem a sétima maior taxa de mortalidade na Europa.

De acordo com um estudo da Sociedade Americana de Microbiologia, químicos como o glifosato induzem resistência a antibióticos na bactérias com que entram em contacto.

O uso do glifosato está directamente ligado ao cultivo de transgénicos. O aumento da presença de alimentos geneticamente modificados no mercado levaram a União Europeia a aumentar 200 vezes a sua tolerância aos resíduos de glifosato na alimentação a partir de 1999, tendo passado de 0.1 para 20mg/kg no caso da soja.

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