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O novo ensino do século 21

Novas tecnologias, novos métodos de ensino - será que é necessário mudar de sistema educativo?

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O novo ensino do século 21

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As novas tecnologias e os novos métodos de ensino estão progressivamente a substituir as formas tradicionais de aprendizagem. Vamos olhar para exemplos de escolas que estão a repensar o sistema educativo.

Point of view

Em vez de termos testes nas escolas que são apenas exercícios de memória, porque não fazer testes que permitam resolver problemas através da cooperação?

Austrália: Uma escola doutro mundo

O Colégio Sheldon, em Brisbane, na Austrália, acolhe estudantes da pré-primária até ao ensino secundário. No entanto, as condições que oferece rivalizam com algumas das melhores universidades do mundo. Desde cursos de design tecnológico, até laboratórios de robótica, passando por estúdios de televisão e ensino à distância com professores convidados – os alunos têm acesso a um inesperado leque de recursos pedagógicos que os preparam desde tenra idade para um admirável mundo novo. As salas de aula deram lugar a postos individuais de aprendizagem, a incubadoras criativas e a laboratórios de desenvolvimento de projetos.

Brasil: O aluno é que sabe

O aumento dos investimentos no setor público da Educação no Brasil não resolveu alguns problemas estruturais. O país surge quase no fim do ranking escolar da OCDE. Mas há projetos pioneiros que prometem mudar as coisas. O Colégio Chico Anysio, no Rio de Janeiro, está a experimentar um novo método de organização. Não há campainha para assinalar o início e o fim das aulas, nem chamadas de alunos. Em vez disso, são os estudantes que gerem o seu próprio horário. As aulas não decorrem em salas tradicionais. E na Educação Física o que predomina é… a esgrima.

Reino Unido: Para mudar, começa-se pela avaliação

Segundo o especialista em pedagogia Graham Brown-Martin, “a mudança mais concreta que podemos fazer no sistema educativo é alterar os métodos de avaliação. (…) Hoje em dia, fala-se muito na importância da sociedade cooperativa. Mas, num teste, temos filas de miúdos separados, com um papel e uma caneta à frente. Parece que ainda não estamos no século 21.” O pedagogo continua: “E que tal propor um exame no qual seja obrigatório utilizar um dispositivo eletrónico, seja um telemóvel, um computador ou um tablet? No qual seja obrigatório falar com a pessoa ao lado, comparar as respostas. Em vez de termos testes que são apenas exercícios de memória, porque não fazer testes que permitam resolver problemas através da cooperação?”