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Coronavírus faz mais um morto na Coreia e o medo aumenta

Foi confirmada esta terça-feira , na Coreia do Sul, a sétima morte provocada pelo surto no país do novo coronavírus ou Síndrome Respiratória do Médio

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Coronavírus faz mais um morto na Coreia e o medo aumenta

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Foi confirmada esta terça-feira , na Coreia do Sul, a sétima morte provocada pelo surto no país do novo coronavírus ou Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS). A sétima vítima foi uma mulher de 68 anos, que tinha estado em contacto com um doente no hospital de Seul há cerca de duas semanas.


O numero de casos registado também aumentou. Há mais oito e, no total, são já 95 os casos identificados, o que levou as autoridades a isolar até à manhã desta terça-feira, como medida de prevenção, 3892 pessoas. Entre os isolados estão familiares de pacientes já diagnosticados com o MERS. Pelo menos duas pessoas diagnosticadas com o vírus já receberam alta após recuperação completa

O pânico está a propagar-se e levou a uma corrida dos coreanos às máscaras de proteção. “O surto de MERS foi muito repentino. Os fabricantes e distribuidores locais de máscaras, e até importadores como a 3M, não têm ‘stocks’ suficientes. Nós só conseguimos vender cerca de 600 máscaras por dia apesar de termos pedidos para 1000”, lamentou Lee Jong-min, funcionária da farmácia Samwon.

O Ministério da Saúde da Coreia fez saber, entretanto, que vai assumir os gastos de diagnóstico e tratamento de todos os que contraírem a doença, assim como daqueles que foram colocados em quarentena.

Após uma reunião de emergência, a Presidente da Coreia Park Geun-hye apelou aos coreanos para não se alarmarem e garantiu: “Estamos numa situação em que claramente vamos conseguir ter o MERS sob controlo.”


A chefe de Estado pediu ainda a colaboração dos coreanos para não deixarem que este problema sanitário afete a normal atividade comercial do país. As declarações de Park Geun-hye surgiram depois de crescentes receios de que as exportações coreanas, já afetadas pela queda de valor do Yen japonês, pudessem ser reduzidas também pelos receios de propagação do vírus — em maio, as exportações coreanas sofreram uma queda de 10,9 por cento face ao mesmo período do ano passado.

“Os ministérios afetados devem tomar
todas as medidas preventivas necessárias para minimizar o impacto económico causado pelo surto de MERS”, alertou a Presidente coreana.

A população, no entanto, não arrisca e está a evitar os espaços públicos. A assistência nos jogos de basebol e as idas ao cinema, por exemplo, reduziram-se cerca de um terço.

Com os 95 casos já identificados, a Coreia do Sul tornou-se no segundo país com mais pessoas diagnosticadas com o vírus depois da Arábia Saudita, que já soma mais de 1000 casos desde o primeiro paciente registado em 2012 — pelo menos 412 pessoas morreram.

O primeiro caso de MERS na Coreia do Sul foi reportado no passado dia 20 de maio: foi um homem de 68 anos que tinha viajado para o Médio Oriente.


O MERS é considerado um “primo”, mais mortal, mas menos contagioso, do vírus responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS) que, em 2008, fez cerca de 800 mortos em todo o mundo.

Tal como aquele vírus, o MERS provoca uma infeção pulmonar e os afetados sofrem de febre, tosse e dificuldades respiratórias. Mais de 20 países foram já afetados por este novo coronavírus, para o qual não existe vacina ou tratamento.