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Grécia: Parlamento aprova propostas do Governo aos credores

O parlamento grego aprovou, esta madrugada, o pacote de reformas que o Governo de Alexis Tsipras apresentou aos credores internacionais, na

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Grécia: Parlamento aprova propostas do Governo aos credores

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O parlamento grego aprovou, esta madrugada, o pacote de reformas que o Governo de Alexis Tsipras apresentou aos credores internacionais, na quinta-feira, com o objetivo de garantir um terceiro resgate da União Europeia.

251 deputados votaram a favor, 32 contra e oito, todos deputados do Syriza, abstiveram-se.

O primeiro-ministro assumiu que o Governo fez muitas concessões, em relação ao programa inicial do partido, e que cometeu alguns erros nos últimos meses.

“Respondendo à pergunta se cometemos erros durante cinco meses de negociações, a única resposta honesta é responder positivamente. Sim, nós cometemos erros”, confessa Tsipras.

Para o Partido da Nova Democracia era essencial a aprovação do pacote de propostas pois se fosse reprovado o custo seria demasiado elevado para a Grécia. No domingo está prevista uma cimeira de líderes europeus para discutir a sustentabilidade da dívida.

Evangelos Meimarakis, evidencia que “o tempo acaba no domingo… No domingo precisamos de ter terminado, senhor primeiro-ministro. Não posso sequer imaginar como é que o país ficaria, na segunda-feira, se não tivéssemos terminado o nosso acordo.”

A manutenção da Grécia na moeda única será decidida este sábado. Está marcada, para esta manhã, uma reunião do Eurogrupo para discutir as propostas apresentadas

O conteúdo das propostas não foi divulgado oficialmente. O Governo grego terá pedido 53,5 mil milhões de euros para cumprir obrigações até o final de junho de 2018. Em contrapartida, comprometeu-se a cumprir uma meta de superavit primário de 1% este ano.

Apesar das 17 deserções do governo de coligação, Alexis Tsipras obteve a aprovação do parlamento para seguir em frente com o novo acordo com os credores do país. Mas o motim dos deputados causou grande preocupação na liderança de Syriza, face às novas medidas de austeridade que terá de fazer passar, muito em breve, na Assembleia Nacional.