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Impacto económico do acordo com o Irão

Uma lufada de ar fresco, é o que esperam os iranianos deste acordo com as potências mundiais. Desde 2006, vivem e subsistem diariamente com as

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Impacto económico do acordo com o Irão

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Uma lufada de ar fresco, é o que esperam os iranianos deste acordo com as potências mundiais. Desde 2006, vivem e subsistem diariamente com as consequências das sanções impostas ao país e, mesmo que o levantamento destas demore algum tempo, o futuro só pode ser melhor.

Point of view

Com cerca de 80 milhões de habitantes e uma produção anual de cerca de 400 mil milhões de dólares, é a maior economia a chegar ao comércio e sistema financeiro mundial depois da extinção da URSS

Esta é, pelo menos, a mensagem que o presidente Rouhani deseja que a população retenha.

Hassan Rouhani:

- Temos um novo começo, a premissa de um futuro melhor para o nosso povo, e a possibilidade para o nosso amado Irão acelerar o seu desenvolvimento.

A libertação dos bens iranianos congelados nos bancos – cerca de 100 mil milhões de dólares – o reinício dos intercâmbios bancários e a abertura do mercado devem beneficiar os iranianos que têm consciência de que não serão os únicos a ganhar.

Um comerciante concorda:

- Certamente, vai ser um recomeço. O aumento da exportação de petróleo vai afetar positivamente a economia – pelo que sei os países europeus estão prontos para investir no Irão e importar do Irão.

Um outro, acrescenta:

- Ninguém entra numa negociação sem intenções. Sem dúvida, também contam ter benefícios com o nosso país. Mas, definitivamente, é muito bom para nós.

Os economistas calculam que um terço da indústria iraniana estagnou com o efeito das sanções. As trocas comerciais, nomeadamente com a Europa, afundaram-se em poucos anos. Com cerca de 80 milhões de habitantes e uma produção anual de cerca de 400 mil milhões de dólares, é a maior economia a chegar ao comércio e sistema financeiro mundial depois da extinção da união soviética.

Jeremy Stretch, Head of FX, CIBC

- Se assistirmos ao levantamento de sanções, não apenas no mercado petrolífer, mas no setor da energia, assistiremos a um fluxo de fundos no mercado interno. O fim das sanções e do embargo abre, potencialmente, a via a um certo investimento estrangeiro, extremamente importante.

A modernização do setor do petróleo, a retoma das exportações e a modernização das infraestruturas devem impulsionar os investimentos e trazer a liquidez de que o país precisa tanto.

Eldad Pardo, especialista de Israel sobre o Irão:

- O Irão pode exportar mais petróleo e gás e a maioria das sanções desaparecem. Atualmente, o acordo permite ao Irão construir uma indústria nuclear e acreditamos que, em 15 anos, o Irão se torne numa potência nuclear.

Israel, que sempre regeitou o pacto com o Irão, considera que este acordo é um verdadeiro “erro histórico”.