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Por que a Turquia bombardeia as posições do PKK

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De  Euronews
Por que a Turquia bombardeia as posições do PKK

<h3>Quem luta com quem?</h3> <p>Os grupos curdos envolveram-se na luta contra o autoproclamado Estado Islâmico (EI), na Síria e no Iraque.</p> <p>O principal grupo curdo na região é o <span class="caps">PKK</span> (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) está baseado no norte do Iraque e quer a autorregulação dos curdos, numa pátria que abrange regiões da Turquia, Síria e Iraque. O grupo foi classificado como uma organização terrorista pela Turquia, a União europeia e Estados Unidos da América.</p> <p>Na Síria, os interesses curdos são representadas, principalmente, pelo Partido União Democrática (<span class="caps">PYD</span>) e pelo seu braço militar, a Unidade de Proteção do Povo (<span class="caps">YPG</span>). Estes grupos têm recebido apoio aéreo, por parte dos <span class="caps">EUA</span>, para combater o EI.</p> <p>A Turquia absteve-se, até à semana passada de engrossar as fileiras na luta contra o Grupo Estado Islâmico. Após o atentado de Suruç (sul), a 20 de julho, no qual morreram 32 pessoas e uma mais de uma centena ficou ferida, a Turquia anunciou que iria atacar alvos do <span class="caps">PKK</span> e do EI.</p> <p>Ancara nega que esteja a a visar posições do <span class="caps">PYD</span> e da <span class="caps">YPG</span> na Síria. A Unidade de Proteção do Povo afirma o contrário.</p> <h3>Será o fim do acordo de paz entre a Turquia e o <span class="caps">PKK</span>?</h3> <p>Depois de quase três décadas de conflito entre a Turquia e o <span class="caps">PKK</span>, que causou milhares de mortos, as duas fações iniciaram processo de paz em 2012. Em abril de 2013 foi estabelecida uma frágil trégua.</p> <p>A Turquia esperava que o Partido dos Trabalhadores do Curdistão depusesse as armas e abandonasse o país, algo que nunca aconteceu.</p> <p>O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, justificou os recentes ataques aéreos ao <span class="caps">PKK</span>, com o escalar da violência. O governante afirmou que desde as eleições, a 7 de junho, a Turquia registou 281 ataques terroristas. A 12 de julho, os líderes do <span class="caps">PKK</span> anunciaram que iriam começar a perturbar a construção de barragens e a raptar os trabalhadores. Na cidade de Urfa, dois policias foram assassinados, em suas casas. Outro foi morto em Adıyaman.</p> <p>Depois do início dos ataques aéreos da Turquia às suas infraestruturas no Iraque, o <span class="caps">PKK</span> afirmou que a trégua “já não tinha qualquer significado.”</p> <p>O <span class="caps">PKK</span> não quer perder a influência sobre os políticos curdos agora que têm maior influência. Nas legislativas de 7 de junho o recém-criado <span class="caps">HDP</span> (Partido Democrático do Povo) ultrapassou fasquia mínima de 10% dos votos exigida pela Constituição turca para entrar na Assembleia Nacional. O partido pró-curdo garantiu cerca de 13% e 79 deputados. </p> <h3>O contexto na Turquia</h3> <p>O Partido AK, do presidente Recep Tayyip Erdogan perdeu a maioria no parlamento, nas eleições de junho e procura agora parceiros para uma coligação para evitar novas eleições em novembro. Por um lado, o AK perdeu apoiantes para o <span class="caps">HDP</span> , por outro, perdeu eleitores nacionalistas que viram as negociações de paz com o <span class="caps">PKK</span> como uma traição. Os combates contra as posições do <span class="caps">PKK</span>, no Iraque, pode fazer os nacionalistas retornar. A crescente instabilidade no oeste da Turquia pode, também, corroer a popularidade do <span class="caps">HDP</span> entre os não curdos.</p>