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Papa Francisco defende integração dos divorciados na igreja católica

A relação da Igreja com as famílias vai estar sobre a mesa no Sínodo de Bispos marcado para o Vaticano entre 4 e 25 de outubro. Portugal estará representado na discussão pelo presidente da Conferência

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Papa Francisco defende integração dos divorciados na igreja católica

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Os divorciados ganharam esta quarta-feira uma nova luz na igreja católica. No regresso ao Vaticano das audiências semanais, o Papa Francisco reacendeu a discussão sobre a família na igreja refletindo, desta feita, sobre a necessidade de acolher os divorciados e os casados em segundas núpcias.

“Por um lado, a Igreja não ignora que esta situação [o divórcio] contradiz o sacramento do matrimónio. Por outro, o coração materno, animado pelo Espírito Santo, leva-a sempre a buscar o bem e a salvação de todas as pessoas”,salientou o Sumo Pontíficie no lançamento do tema.



Francisco sublinhou que “a Igreja, como o Bom Pastor do Evangelho, não exclui ninguém” e vincou que “os casais em segunda união não estão excomungados, não são excomungados nem podem ser tratados como tal”. “Estas pessoas são parte da igreja”, sublinhou, admitindo que “não existem receitas simples”.

“É importante que todos se sintam acolhidos e possam viver segundo uma fé convicta e praticada: através da oração, da escuta da Palavra de Deus, da frequência na liturgia, da educação cristã dos filhos e do compromisso pela justiça e a paz”, concretizou.



No final do mês passado o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, durante a “apresentação da agenda (“instrumentum laboris”) para a próxima assembleia geral ordinária”:http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/sinodo-2015-trabalhos-vao-ao-encontro-de-quem-se-sente-excluido/ de outubro, abordou as “exclusões” existentes na relação da Igreja com as famílias e defendeu ser preciso “ver se alguns destes muros podem ser derrubados.”

Com o tema “A Vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, o Sínodo de bispos vai decorrer no Vaticano entre 4 e 25 de outubro e será como uma sequela ao do ano passado. Os trabalhos este ano vão ser divididos em três semanas, sendo, e, cada uma delas, discutido uma das partes da agenda, que se divide em “desafios”, “vocação” e “missão da família”. Os temas serão trabalhados através intervenções gerais e trabalhos de grupo semanais.

Portugal vai ter como delegados o presidente da Conferência Episcopal e cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, D. Antonino Dias, também bispo de Portalegre e Castelo Branco.