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Descongelamento diplomático de Havana e Washington suscitam expetativas

Desde o descongelamento diplomático das relações entre Washington e Havana, anunciado em Dezembro passado, os cubanos tecem conjeturas sobre o

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Descongelamento diplomático de Havana e Washington suscitam expetativas

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Desde o descongelamento diplomático das relações entre Washington e Havana, anunciado em Dezembro passado, os cubanos tecem conjeturas sobre o futuro.

Point of view

Embargo americano de 1962 custou mais de 1,2 mil milhões de dólaras, em perdas diretas, à economia cubana

É a primeira vez, em quase 60 anos, que as bandeiras de Cuba e dos Estados Unidos vão estar permanentemente hasteadas nas respetivas capitais.

Idalia Cuellar, cidadã cubana:

- Depois de tantos anos, Cuba e os Estados Unidos restabelecem as relações bilaterais, com grande benefício para as famílias em ambos os países.

Falta resolver várias questões, como as reformas democráticas na ilha. Antecipando as críticas dos dissidentes, a Casa Branca também anunciou os Estados Unidos não deixariam de assinalar as suas discordâncias e criticar o regime quando estiverem em causa direitos fundamentais como a liberdade de expressão e opinião.

Elizardo Sanchez, porta-voz da Comissão Nacional dos Direitos Humanos:

- Não esperamos muito e não penso que os governos façam algo espetacular sobre a restauração dos laços porque o governo cubano recusa fazer reformas urgentes de que o país precisa em termos de direitos civis, política, económicos e culturais.

Aos 78 anos, o antigo combatente Eládio Aguilar pertence à geração que travou a invasão americana na Baía dos Porcos. Para ele, a normalização de relações com a potência vizinha não signica o fim dos ideais revolucionários.

- Talvez alguns sonhadores pensem que isto é o termo do socialismo, mas não é. Pensam que o desaparecimento da geração histórica o socialismo morrerá em Cuba. Mas não é assim.

Por outro lado, muitos esperam o rápido levantamento das sanções americanas. Um relatório do governo cubano, do ano passado, divulga que o embargo americano imposto em 1962 custou mais de 1,2 mil milhões de dólaras, em perdas diretas, à economia.

Manuel Yepe, scretário do Movimento Cubano para a Paz:

- Nos Estados Unidos, as pessoas encaram o bloqueio como embargo. Mas as sanções americanas eram mais complicadas e impiedosas. por causa delas não conseguimos realizar projetos de desenvolvimento da educação, da cultura, dos desportos e de tantas outras áreas.

Muitos preparam-se para fechar um capítulo da história muito difícil. Outros, acabam de celebrar os 89 anos de Fidel Castro, com diversos concertos e outros acontecimentos culturais.

Líder do país durante 48 anos, o antigo dirigente incarna, para o melhor e para o pior, a história de Cuba depois da revolução.