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Funeral de suposto chefe da máfia desperta alegações de incapacidade das autoridades de Roma

A polémica está instalada em Roma porque poucos se deixam convencer pela ideia de que as autoridades locais desconheciam estar prevista a realização

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Funeral de suposto chefe da máfia desperta alegações de incapacidade das autoridades de Roma

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A polémica está instalada em Roma porque poucos se deixam convencer pela ideia de que as autoridades locais desconheciam estar prevista a realização do funeral de Vittorio Casamonica, um suspeito chefe de máfia.

Ao ritmo do som imposto pela banda sonora do filme “O Padrinho”, na quinta-feira desfilaram pelas ruas da capital italiana 250 carros e uma carruagem puxada por seis cavalos. Mais de 500 pessoas terão percorrido cerca de 20 quilómetros sem o controlo adequado.

“Esta é a nossa religião. O roma fazem funerais assim. A vontade dele era ter os cavalos e cumprimos essa vontade”, disse Marco Spinelli, sobrinho de Vittorio Casamonica.

Spinelli e outros dois elementos do clã Casamonica encontram-se em prisão domiciliária, mas isso não os impediu de comparecer ao funeral realizado na igreja de Don Bosco.

“Ter-se-ia impedido quinhentos elementos da família Casamonica? Se ele foi o chefe e fez tudo aquilo que se diz, posso saber porque é que não estava na prisão?”, questionou o padre Giancarlo Manieri, que realizou a cerimónia.

Os cartazes, com imagens de Vittorio Casamonica retratado como se de um Papa se tratasse, foram afixados na véspera na igreja Don Bosco o que despertou críticas sobre ligações ao crime organizado ou a incapacidade das autoridades em controlar a cidade.

Casamonica morreu vítima de cancro. Era considerado o chefe do clã com o mesmo nome, presente principalmente na região a sul de Roma. Suspeito de fraude, extorsão e tráfico de drogas, chegou a ser detido várias vezes, mas escapou sempre à condenação.