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Morrer em direto

Alison Parker e Adam Ward realizavam um direto para a estação televisiva WDBJ7, uma cadeia regional dos EUA, quando foram abatidos por um ex-colega. O atirador, Vester Lee Flanagan, acabou por se suic

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Alison Parker e Adam Ward realizavam um direto para a estação televisiva WDBJ7, uma cadeia regional dos EUA, quando foram abatidos por um ex-colega. O atirador, Vester Lee Flanagan, acabou por se suicidar, quando era perseguido pela polícia. Na altura do ataque, a jornalista entrevistava uma representante da Câmara de Comércio local, Vicki Gardner, que ficou ferida.
O crime aconteceu no centro comercial Bridgewater Plaza, em Moneta, no Estado de Virgínia, nos Estados Unidos, pelas 6h45 (hora local). O ataque foi visto em direto pelos espetadores e pela pivô que estava no estúdio. O vídeo chocante, que mostra o “momento do ataque”, tornou-se viral nas redes sociais: https://www.youtube.com/watch?v=Q56rF90EKVk

Pouco depois, o suspeito publicou no Twitter imagens igualmente chocantes do“momento em que assassinou os jornalistas”: https://www.youtube.com/watch?v=CwCYQb_LN0k

Adam Ward tinha 27 anos. Alison tinha acabado de fazer 24 anos e planeava casar-se com Chris Hurst, pivô da mesma estação.

O perfil do atirador

O site da WDBJ7 refere que Vester Lee Flanagan, conhecido como Bryce Williams,
trabalhou menos de um ano no canal: entre 29 de março de 2012 e 1 de fevereiro de 2013.

Em entrevista à Fox News, o presidente da WDBJ, Jeffrey Marks, disse que Vester Lee Flanagan “era para muitos uma pessoa difícil de se trabalhar”.

Na quarta-feira, Bryce Williams postou comentários no Twitter afirmando que a repórter Alison Parker tinha feito “comentários racistas” e que o cameraman Adam Ward fez uma reclamação contra ele nos Recursos Humanos do canal, “depois de terem trabalhado junto apenas uma vez”. As contas do suspeito nas redes sociais foram entretanto suspensas.

Barack Obama desolado

O presidente dos Estados Unidos mostrou-se desolado com os homicídios dos jornalistas e aproveitou a ocasião, para relançar uma vez mais o debate sobre a posse de armas. Obama disse que lhe parte o coração ler sobre incidentes como este e lembrou que “o número de pessoas que morre em incidentes relacionados com armas no país supera quaisquer mortes causadas pelo terrorismo”.