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Refugiados: Um parto em alto mar e a revolta dos migrantes em Lesbos

Pelo menos 30 clandestinos morreram, esta sexta-feira, quando um barco insuflável com 120 pessoas a bordo naufragou ao largo da Líbia. A guarda

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Refugiados: Um parto em alto mar e a revolta dos migrantes em Lesbos

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Pelo menos 30 clandestinos morreram, esta sexta-feira, quando um barco insuflável com 120 pessoas a bordo naufragou ao largo da Líbia.

A guarda costeira conseguiu resgatar 91 passageiros provenientes da Somália, Sudão e Nigéria.

A embarcação tinha-se esvaziado em alto-mar, cerca de seis horas após zarpar da cidade de Misrata, na costa da Líbia.

Durante a noite, mais de uma centena de migrantes resgatados nos últimos dias tinham desembarcado na ilha de Lampedusa, entre os quais uma mulher grávida que deu à luz em alto-mar.

Só nas últimas 48 horas, mais de três mil pessoas foram resgatadas no mar Mediterrâneo pelas autoridades italianas e pelos navios de duas organizações humanitárias.

Na Grécia, centenas de refugiados envolveram-se em confrontos com a polícia depois de tentarem forçar a entrada num ferry-boat, em Mytilene, na ilha de Lesbos.

Os migrantes protestavam contra a falta de condições de acolhimento na ilha, totalmente sobrelotada, quando se tornou na principal porta de entrada dos clandestinos provenientes da Turquia.

Atenas afirma ter acolhido desde o início do ano mais de 230 mil refugiados em várias ilhas do mar Egeu.

Segundo a Organização Internacional para as migrações, desde o início do ano que mais de 360 mil clandestinos chegaram à Europa, entre os quais mais de 6 mil eram crianças não acompanhadas.

A travessia do Mediterrâneo provocou mais de 2.700 mortes este ano, segundo a mesma organização,