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Divididos, ministros do Interior e da Justiça da UE procuram consenso sobre crise migratória

Os ministros do Interior e da Justiça da União Europeia(UE) estão, esta segunda-feira, reunidos, em Bruxelas, num encontro de emergência destinado a

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Divididos, ministros do Interior e da Justiça da UE procuram consenso sobre crise migratória

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Os ministros do Interior e da Justiça da União Europeia(UE) estão, esta segunda-feira, reunidos, em Bruxelas, num encontro de emergência destinado a discutir a crise migratória. A decisão alemã de reintroduzir o controlo fronteiriço, ainda que de forma temporária, promete, no entanto, ensombrar o menu das conversações.

“Precisamos de um compromisso claro para a criação de pontos-chave e para uma descrição do mecanismo através do qual se fará a redistribuição. Tudo isto com um prazo concreto”, alertou, à chegada ao encontro, o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière.

O empenho germânico em superar esta crise contrasta com a resistência dos países do leste. O ministro eslovaco do interior, Robert Kaliňák, elenca outras prioridades de ação: “Consideramos que o sistema de quotas não é uma solução. O mais importante a fazer não é a distribuição. É, primeiro, encontrar a forma de parar o fluxo e de ajudar as pessoas que ainda se encontram em campos na Turquia, Jordânia ou Líbano.”

O encontro, destinado a acertar agulhas, adivinha-se difícil. À semelhança da Alemanha, Áustria e Hungria, a Eslováquia anunciou, esta segunda-feira, que vai intensificar o controlo nas fronteiras.

De acordo com a Comissão Europeia, o controlo de fronteiras previsto no Acordo de Schengen pode ser ativado, em caso de emergência, por um primeiro período de 10 dias, renovável até um máximo de dois meses.

Sándor Zsiros, euronews – As negociações vão desenrolar-se num clima tenso porque muitos países da Europa leste continuam a opor-se ao sistema obrigatório de quotas. Muitos estão preocupados com o futuro do Espaço Schengen.”