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Catalunha decide hoje futuro em eleições vistas como referendo à independência

A Catalunha vive hoje eleições cruciais para o futuro da região espanhola. Muitos vêem o escrutínio, já considerado histórico, como um referendo à

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Catalunha decide hoje futuro em eleições vistas como referendo à independência

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A Catalunha vive hoje eleições cruciais para o futuro da região espanhola. Muitos vêem o escrutínio, já considerado histórico, como um referendo à independência.

Os candidatos da plataforma “Juntos pelo Sim”, coligação que reúne formações independentistas de todo o espectro político e que é dada como vencedora nas sondagens, prometeram lançar o processo de secessão – apesar de não ser permitido pela Constituição espanhola – caso conquistem a maioria absoluta no Parlamento regional. Impedi-la é o objetivo declarado do Partido Popular, que governa em Madrid.

Nas ruas de Barcelona, um catalão pró-independentista diz que se trata de “uma dívida genética para com a família, para com os pais e avós que não puderam viver este momento”.

Mas outro catalão diz-se “contra a secessão”. Explica que se sente “catalão”, está “casado com uma catalã” e os “filhos e netos são catalães”, mas depois de “tanto tempo unidos”, não devem agora “separar-se”, acrescentando que o que é importante “é resolver a questão da melhor forma”.

Com 7,5 milhões de habitantes, a Catalunha representa 16% da população espanhola e, economicamente, um quinto do Produto Interno Bruto. O futuro cabe agora aos 5,5 milhões de eleitores catalães.