O Mónaco vai crescer em direção ao mar

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De  Euronews
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O Principado do Mónaco assumiu um desafio: conquistar terra ao mar, sem colocar em risco o ecossistema marinho. De que forma vão concretizar este objetivo?

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No espaço de 150 anos, o Mónaco conquistou 40 hectares às águas. Até 2020, serão ocupados mais seis, graças a uma extensão onde será erguido o bairro de Le Portier.

Há uma área do Mónaco que vai mudar completamente de rosto. Todos os anos, há cerca de 600 novos residentes no principado. No entanto, o espaço aqui é uma questão.

“Não há muitos países no mundo que possam alargar o seu território sem provocar uma guerra. O Mónaco necessita de uma nova extensão porque está limitado a uma área de dois quilómetros quadrados. As construções subterrâneas e em altura não são suficientes para dar uma resposta à necessidade de alojamento das pessoas que vêm instalar-se aqui”, declara Michel Roger, ministro de Estado do Mónaco.

As obras deverão arrancar até ao final de 2016. A primeira fase consiste em deslocar as espécies marinhas protegidas para reservas naturais. A área de construção será isolada por uma barreira protetora, para minimizar o impacto da empreitada no ecossistema.

O leito rochoso será limpo para acolher os taludes onde repousam blocos de betão armado que contêm a extensão. O paredão será estruturado de forma a reocupar o local com vida marinha. No interior do muro de proteção, será colocada areia para sustentar a península artificial. Concluída essa etapa, pode começar o processo de urbanização.

Segundo Michel Roger, “o proprietário da extensão será o Estado monegasco. Irá haver passeios, jardins, um percurso à beira-mar, parques automóveis e outros espaços públicos. O principado vai aumentar o seu território em seis hectares sem qualquer custo.”

O projeto está estimado em 2 mil milhões de euros. Mas os custos serão integralmente assumidos pelos construtores privados que esperam recuperar o investimento através da venda de 60 mil metros quadrados em imóveis de luxo. Um dos arquitetos envolvidos é Renzo Piano. Será ele o responsável pelo edifício à entrada da nova marina.

“Um barco à vela é ecológico por natureza. Um edifício que dialoga com a água também tem de o ser. Temos de respeitar uma lógica de leveza e de baixo consumo energético. Podemos captar a energia solar através de painéis, podemos instalar bombas de calor que operem com o mar…”, afirma o arquiteto.

O mar vai garantir 40% das necessidades energéticas deste novo bairro. O exemplo vem do Fórum Grimaldi, um centro de congressos construído há 15 anos. O diretor, Alain Melkonian, explica que “o que é precursor é o método que utilizamos para captar e evacuar os elementos calóricos. Nós recorremos a bombas para captar esses elementos do mar. Em seguida, eles são transferidos para bombas de calor que geram frio ou calor.”

Este edifício tem sete pisos subterrâneos. É a 20 metros abaixo do nível do mar que se processa a climatização dos 75 mil metros quadrados que possui. Trata-se, em suma, de um processo que tem como finalidade transferir energia térmica a partir de uma fonte fria, como o mar.

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