Última hora

Última hora

Angola: Manifestação e vigília por Luaty em Lisboa

Em leitura:

Angola: Manifestação e vigília por Luaty em Lisboa

Tamanho do texto Aa Aa

Inúmeras pessoas reuniram-se esta noite no centro de Lisboa numa vigilia de solidariedade com luso-angolano Luaty Beirão, há quase um mês em greve de fome, e com outros 14 outros presos angolanos, acusados de prepararem um golpe de Estado contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos. Antes, mais de duas centenas de pessoas marcharam nas ruas de Lisboa e manifestaram-se em frente ao gabinete do Parlamento Europeu empunhando cartazes com as palavras de ordem: “Não à repressão em Angola” e “Liberdade já”.

A marcha já está quase no fim da Avenida.

Posted by Liberdade aos Presos Políticos em Angola on Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

Nos últimos dias, a mobilização em torno de Luaty Beirão, de 33 anos, tem crescido com vigílias em Luanda e noutros países de expressão portuguesa, como Cabo Verde, e chegou mesmo aos meios políticos portugueses com a Assembleia Municipal de Lisboa a aprovar um voto de solidariedade.

Luaty já cumpriu 25 dias de greve de fome, foi transferido para o hospital-Prisão de São Paulo, no sábado, e a sua saúde deteriora-se de dia para dia. Os serviços prisionais de Luanda afirmaram ao início da semana que ele “não ingere alimentos mas bebe água, leva soro” e que se encontra estável. A mulher, Mónica Almeida, afirma que “Luaty pode morrer a qualquer momento. Numa greve de fome devia ingerir três litros de água, mas agora nem meio litro consegue.

Conhecido no meio artístico como Ikonoklasta ou Brigadeiro Mata Frakuzx, Luaty Beirão iniciou a greve de fome por considerar a detenção ilegal. Ele e mais outras 14 pessoas foram detidas a 20 de junho, antes de se reunirem para debater o estado da governação. O advogado de defesa, Walter Tondela, considera que os prazos de prisão preventiva já expiraram. Já o Juiz Presidente do Tribunal Provincial de Luanda, Domingos da Costa Mesquita, considerou que está tudo a decorrer dentro da Lei. Em declarações à televisão pública portuguesa, RTP, Domingos da Costa Mesquita, afirmou que “O processo de notificação da acusação tem um prazo de quatro meses para proferir o seu despacho de pronúncia. Depois, o juiz pronuncia-se e, dependendo da sua análise do processo, pode modificar a medida de coação.