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Vem aí a "Operação Hydra" na caça às redes de "facilitadores" de migração ilegal

A Interpol e a Europol acordaram esta semana a implementação de uma nova operação de combate ao crime organizado do tráfico humano. Os chamados

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Vem aí a "Operação Hydra" na caça às redes de "facilitadores" de migração ilegal

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A Interpol e a Europol acordaram esta semana a implementação de uma nova operação de combate ao crime organizado do tráfico humano. Os chamados “facilitadores” da crise migração ilegal que tem atingido a União Europeia estão no centro do alvo de uma nova rede operacional de especialistas.

O objetivo da nova “Operação Hydra” é permitir à Interpol e à Europol uma ação mais rápida e eficaz contra as redes de traficantes, as quais, como avisa o secretário-geral da Interpol, estão “a mudar as rotas de forma muito rápida”. “Os criminosos estão a usar de forma intensiva os meios mais modernos de comunicação, como as redes sociais (na internet). Precisamos, por isso, não só de uma partilha bilateral ou regional da informação, mas sobretudo de uma partilha transcontinental”, disse Jürgen Stock à euronews.

A migração de refugiados rumo à Europa Ocidental está a acontecer de uma forma sem precedentes, no pós-Segunda Guerra Mundial. A Áustria está bem no meio da rota dos migrantes e refugiados que pretendem chegar à Alemanha ou à Suécia. Por dia, já chegaram a entrar a cruzar a fronteira austríaca mais de 6000 pessoas oriundas da Hungria.

O responsável austríaco pelo combate às redes de migração clandestina alerta que este novo negócio do crime organizado “tornou-se muito grave e perigoso para os migrantes”. “Há cada vez mais e mais pessoas, em especial da Bulgária, da Roménia e de outros países, que começaram a lucrar com isto. Alguns deixaram de cometer outros crimes e passaram para o tráfico humano. Eles nem têm noção do que estão a fazer. Estão a transportar montes de pessoas em camiões”, afirmou o coronel Gerald Tatzgern.

O camião encontrado na Áustria no final de agosto com mais de 70 mortos na câmara frigorífica expressa bem os perigos do tráfico humano em curso na União Europeia. Foi um dos casos mais graves registados, mas muitos outros se sucederam.

“É inacreditável, mas há cerca de duas semanas resgatámos três pessoas da cisterna de um camião. Quase sufocaram. Aconteceu há duas semanas, em Viena”, revelou Tatzgern à euronews.

As redes de “facilitadores” de migração ilegal são motivadas pelos lucros milionários deste negócio. O secretário-geral da Interpol explicou-nos que o dinheiro gerado neste novo negócio é depois canalizado para alimentar outras atividades criminosas como, por exemplo, a corrupção ou o branqueamento de capitais.