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Turquia: Esperança no crescimento económico após as eleições

Os investidores esperam que quem ganhar as próximas eleições encaminhe a o país em direção às reformas e ao crescimento económico.

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Turquia: Esperança no crescimento económico após as eleições

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A Turquia vai às urnas a 1 de novembro – são as quartas eleições em pouco mais de 18 meses. Os investidores esperam que quem ganhar as próximas eleições encaminhe a o país em direção às reformas e ao crescimento económico. Mas o passado recente tem alimentado a onda de incerteza, o que se traduz na diminuição das participações financeiras e na queda dos títulos. A decisão de cortar a taxa de juro de referência, tomada pelo Banco Central da Turquia, também afetou a credibilidade da gestão do país.

A euronews pediu a opinião ao economista Arda Tunca sobre a situação económica: “A situação é de estagnação económica. Apesar do ligeiro crescimento, a nossa performance económica diminuiu. Este crescimento não é suficiente. Será que a Turquia influencia o ambiente com esta situação económica? Na verdade, a Turquia é que foi influenciada pelo ambiente. Especialmente pelos acontecimentos infelizes nas nossas fronteiras. Todo o mundo está concentrado na Síria e a Síria é nossa vizinha. Os recentes acontecimentos em território sírio também afetam a política turca. A Turquia está a enfrentar a questão dos refugiados, com um custo de, aproximadamente, 8 mil milhões de dólares. Já gastámos muito dinheiro. Temos 2 milhões de refugiados. A Turquia está a pagar uma fatura elevada. É por isso que digo que somos afetados pelos acontecimentos à nossa volta. Há que mencionar também a situação na Rússia, a estagnação económica global, o problema da falta de crescimento. A Turquia tem sido afetada por tudo isto.”

Os partidos reconhecem que o país tem necessidade de medidas com vista a combater a alta inflação, o aumento do desemprego e a desaceleração do crescimento. Os economistas dizem que a Turquia precisa de um poder decisivo e que encaminhe o país em direção à prosperidade.

“A Turquia precisa urgentemente de um governo, uma coligação ou seja o que for, um governo que tenha um voto de confiança do parlamento, que consiga desenhar uma estratégia e tomar fortes decisões económicas, depois das eleições a 1 de novembro”, conclui Arda Tunca.

Segundo os economistas, para aumentar a confiança dos investidores, a longo prazo, a Turquia deve aumentar as poupanças, melhorar a qualidade do ensino e ainda reformar o sistema judicial.