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Caixas negras do Airbus A321 russo que se despenhou foram recuperadas

Foram já encontradas as duas caixas negras do Airbus A321 que caiu, este sábado, na península do Sinai, no Egito. Não há sobreviventes, como adiantou

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Caixas negras do Airbus A321 russo que se despenhou foram recuperadas

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Foram já encontradas as duas caixas negras do Airbus A321 que caiu, este sábado, na península do Sinai, no Egito. Não há sobreviventes, como adiantou a embaixada russa no Cairo. As autoridades da Ucrânia dizem que quatro ucranianos seguiam a bordo. Os restantes 220 ocupantes do avião eram russos. A aeronave, da empresa russa MetroJet, caiu a sul da cidade egípcia de Al-Arish, na província do Norte de Sinai, pouco depois de descolar de Sharm-el-Sheik. Dirigia-se para São Petersburgo, na Rússia.

Um grupo associado ao autoproclamado Estado Islâmico, no Sinai afirmou, nas redes sociais, ter abatido o aparelho mas o ministro dos Transportes russo diz que a informação é falsa e que se trata de uma “fantasia” O Primeiro-ministro egípcio, presente no local da tragédia, garantiu que é impossível abater um voo àquela altura. O ministro da Aviação Civil egípcio negou os rumores sobre um possível desvio de rota e garantiu que as comunicações com a torre de controlo foram “normais” antes da queda do aparelho.

Segundo as autoridades russas, citando as egípcias, o piloto terá tentado fazer, sem sucesso, uma aterragem de emergência no aeroporto de onde descolou.

Enquanto o Presidente russo decretou, para este domingo, dia de luto nacional, a Comissão russa encarregada das investigações anunciou a abertura de um inquérito para averiguar eventuais violações das regras de segurança aérea.

Enquanto se espera pelas respostas que as caixas negras poderão trazer, dezenas de corpos começam a chegar a uma morgue no Cairo:

“De acordo com as informações disponíveis, a hipótese mais provável é a de que a queda do aparelho tenha sido causada por problemas técnicos. Mas as respostas só vão ser encontradas depois de examinadas as caixas negras”, adianta o correspondente da euronews no Cairo, Mohammed Shaikhibrahim.

Air France e Lufthansa já informaram que, até ficarem esclarecidas as causas do acidente, as suas rotas não passarão pelo local da tragédia.