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Egito não compreende cancelamento de voos para Sharm el-Sheik

O governo egípcio considerou que a medida britânica de suspender os voos de e para Sharm el-Sheik é injustificada e instou Londres a repensar a ação

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Egito não compreende cancelamento de voos para Sharm el-Sheik

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O governo egípcio considerou que a medida britânica de suspender os voos de e para Sharm el-Sheik é injustificada e instou Londres a repensar a ação.

O turismo pode sair afetado num país em que o setor representa 12% do PIB.

As agências de turismo, especialmente as russas, já começaram a registar quebras nas vendas para o popular destino balnear no Mar Vermelho.

Mas a confirmar-se o atentado, as anulações verificadas nos primeiros dias poderão agravar-se.

Um antigo dirigente dos serviços secretos egípcio falou com a Euronews. “Nós provámos às delegações internacionais da Rússia, do Reino Unido, da França, do Canadá, Alemanha e outros países que seguem as investigações desde o princípio. Tudo aponta para a inexistência de problemas na segurança, registamos essas evidências, levadas ao máximo em Sharm El Sheik. Pretendo salientar que todas essas delegações viram”, afirmou Mahmoud Zaher.

Sobre os motivos da anulação dos voos… “Quem parou os voos numa espécie de propaganda, desde o início, foram os Estados Unidos e existe uma dimensão política nisto. E reafirma, isto não é uma questão de segurança mas sim política. Existe um conflito internacional entre os Estados Unidos e a Rússia e não devemos esquecer a relação do Egito com os sauditas e com os russos. Será possível englobar esses aspetos numa eventual conspiração para atingir o turismo no Egito ou apoiar grupos terroristas?”, questiona Mahmoud Zaher.