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Ataques de Paris: Escutas telefónicas, vigilância e testemunhos denunciaram apartamento de Saint-Denis

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, e o procurador da República, François Molins, chegaram ao local da operação policial, em

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Ataques de Paris: Escutas telefónicas, vigilância e testemunhos denunciaram apartamento de Saint-Denis

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O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, e o procurador da República, François Molins, chegaram ao local da operação policial, em Saint-Denis, pouco antes do meio dia local (11h00, em Lisboa), e explicaram, de forma oficial, o que se passou.

“Depois das 04h da manhã, agentes das operações especiais da RAID (unidade de busca, assistência, intervenção e dissuasão) e das BRI (brigada de busca e intervenção) conduziram uma operação destinada a pôr fim a uma ação terrorista. Sete pessoas foram detidas, 2 morreram, incluindo uma mulher que se fez explodir”, afirmou Cazeneuve.

Antes de passar a palavra ao Procurador, o ministro disse ainda que a França vai “manter nos próximos dias a operação de investigação inserida na luta” que o país está “a conduzir contra o terrorismo.”

(“414 registos administrativos, 64 detenções, 118 prisões domicilárias desde o início do ‘Estado de Emergência’.”)

François Molins, por seu turno, revelou o que conduziu a polícia ao apartamento de Saint-Denis. “Há uma grande quantidade de trabalho feito através da escuta de telefones, de vigilância e de testemunhos de elementos que nos permitiram pensar que o indivíduo apelidado Abaaoud poderia estar num apartamento suspeito em Sain-Denis”, contou o procurador, acrewscentando: “De momento, é impossível fornecer-vos a indentidade dos detidos porque ainda estamos em processo de as verificar. Tudo será feito para determinar quem é quem, de acordo com os exames da polícia científica. Iremos revelar-vos o que encontrámos no apartamento e quais as ilações que devemos tirar para o decorrer das nossas investigações.”

Na operação policial que decorreu esta quarta-feira de manhã em Sain-Denis, Paris, participaram 110 elementos da policia francesa, sobretudo das equipas de operações especiais. Cinco agentes ficaram feridos e um cão-polícia morreu.