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Normalidade aparente em Bruxelas apesar de "ameaça iminente" de atentados

No centro de Bruxelas, os que, este sábado, desafiaram a chuva tentaram fazer uma vida normal apesar dos contratempos provocados pela instauração do alerta máximo de terrorismo perante uma "ameaça imi

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Normalidade aparente em Bruxelas apesar de "ameaça iminente" de atentados

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No centro de Bruxelas, os que, este sábado, desafiaram a chuva e o mau tempo tentaram fazer uma vida normal apesar dos contratempos provocados pela instauração do alerta máximo de terrorismo perante uma “ameaça iminente” de atentados.

Point of view

Perante a aparente incapacidade internacional em cortar o fornecimento de armas e o financiamento que os jihadistas necessitam, os rostos que se vão conhecendo são apenas os dos que levam a cabo os ataques.

“Queríamos visitar a cidade. Mas, como o metro está fechado, decidimos ficar por aqui”, explicava um casal italiano no centro da Grand Place, na capital belga.

Os eventos dos últimos dias estão bem presentes na mente dos turistas:

“Estou um bocadinho aterrorizada e com medo do que possa acontecer, mas estão muitos polícias na rua e portanto espero que a situação esteja controlada”, afirmou uma anglófona.

Snipers (atiradores de elite) nos telhados da Grand Place, um forte contingente policial e militar nas ruas, Bruxelas protege-se como pode. A população promete não ceder ao medo:

“O que é que vamos fazer? Esconder-nos? Isso não adianta nada, não sabemos onde é que vai rebentar a seguir (…) Aos sábados, venho sempre à cidade e, por isso, hoje também vim. Se tiver de morrer, morro”, referiu uma idosa.

“Obviamente, compreendo que o governo e as autoridades queiram proteger os cidadãos, mas esta é uma ameaça invisível. Como é que se protege cada esquina da cidade? É absolutamente impossível. É esse o problema: é uma guerra sem um rosto”, acrescentou um belga.

Perante a aparente incapacidade internacional em cortar o fornecimento de armas e o financiamento que os jihadistas necessitam, os rostos que se vão conhecendo são apenas os dos que levam a cabo os ataques.

Como explica James Franey, correspondente da euronews em Bruxelas, “Salah Abdeslam, um dos principais suspeitos dos atentados de Paris continua a monte. A polícia afirma ainda não ter informações precisas sobre o seu paradeiro”.