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Coordenador antiterrorista da UE apela à criação de um novo conceito de segurança europeia

A falta de cooperação no velho continente continua a ser, na perspetiva do coordenador antiterrorista da União Europeia, um obstáculo no combate ao

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Coordenador antiterrorista da UE apela à criação de um novo conceito de segurança europeia

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A falta de cooperação no velho continente continua a ser, na perspetiva do coordenador antiterrorista da União Europeia, um obstáculo no combate ao problema.

Gilles de Kerchove defendeu por isso, perante os eurodeputados, em Bruxelas, que é preciso estabelecer um “conceito de segurança europeia” e potenciar o diálogo com o outro lado do Atlântico.

“A únicas provas possíveis baseiam-se, frequentemente, em interceções, e-mails, algo que podemos obter. Mas não é fácil porque grande parte das provas digitais é armazenada em nuvens nos Estados Unidos. Temos de acelerar o processo em vez de esperar oito meses antes de conseguir provas, na melhor das hipóteses”, sublinhou Gilles de Kerchove, em resposta às perguntas dos eurodeputados da Comissão de Liberdades Civis, Justiça e Assuntos Internos.

No Parlamento Europeu também se falou de tráfico de armas, um dos mercados que gera mais dinheiro a nível mundial. A facilidade de aquisição de armamento na União Europeia mereceu críticas por parte da eurodeputada socialista alemã Birgit Sippel: “Pergunto-me porque é que, atendendo aos ataques terroristas na Europa, parece ser tão fácil adquirir todo o tipo de armas no seio da mesma Europa. As armas entram na Europa e podem ser adquiridas em estações. Os terroristas conhecem os lugares.”

Na próxima sexta-feira, as ações de luta contra o terrorismo serão um dos temas fortes em cima da mesa no encontro de ministros dos Assuntos Internos. Também se discutirá a estratégia interna da União Europeia em matéria de segurança.