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Daesh arrasou o mais antigo mosteiro cristão erguido no Iraque

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De  Francisco Marques  com ap, smithsonian mag, reuters
Daesh arrasou o mais antigo mosteiro cristão erguido no Iraque

<p><p>O mais antigo mosteiro cristão do Iraque foi arrasado pelo Daesh, o autoproclamado grupo Estado Islâmico, que controla parte do norte do Iraque e da Síria. A destruição do mosteiro de São Elias (ou Dair Mar Elia, em arábico) foi revelado através de imagens aéreas captadas pela DigitalGlobe e a que a Associated Press teve acesso.</p> <p>Em duas imagens registadas sobre a mesma zona e agora reveladas pode ver-se o mosteiro de pé em 2008 e a mesma área em dezembro já arrasada apenas com escassos sinais da anterior presença ali de alguma construção.</p></p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">The oldest Christian <a href="https://twitter.com/hashtag/monastery?src=hash">#monastery</a> in Iraq reduced to rubble by the Islamic State: <a href="https://t.co/oC0ZVurVzf">https://t.co/oC0ZVurVzf</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/OnlyOnAP?src=hash">#OnlyOnAP</a> <a href="https://t.co/30bo4WqRt2">pic.twitter.com/30bo4WqRt2</a></p>— AP Interactive (@AP_Interactive) <a href="https://twitter.com/AP_Interactive/status/689804680554221569">20 janeiro 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Datado do ano de 595 dC, no século VI, o mosteiro de São Elias, localizado a sul de Mossul, a capital da província iraquiana de Ninawa, na região Assíria, é mais um dos símbolos cristãos destruídos pelo grupo terrorista Daesh no Iraque. Este tinha 1420 anos.</p></p> <p>==<div style="width:606px;margin-bottom:8px;"><br />   <div style="background-color:#e8e8e8; font-size:12px; padding:8px;border-radius:8px;"> <h4><b>História milenar</b></h4> <p>O mosteiro de São Elias foi construído pelos monges assírios no final do século VI dC. Em 1743, os monges receberam um ultimato dos invasores persas e mais de 150 acabaram massacrados por se terem recusado a abanadonar as celas. </p> <p>Depois da I Guerra Mundial, o mosteiro tornou-se um centro de refugiados. Os relatos dizem que os cristãos continuavam a deslocar-se ali, uma vez por ano, em novembro, para celebrar São Elias, o nome do monge fundador do mosteiro. Nos anos 70, foi incorporado pela Guarda Republicana Iraquiana e o acesso ao local foi limitado. O mosteiro perdeu expressão. </p> <p>Em 2003, um tanque de fabrico russo atingido por um míssil americano destruiu parte do mosteiro. Foi usado como acampamento de um grupo militar norte-americano. A porta de entrada ainda mantinha cravadas as duas letras de aramaico — Chi e Rho — que representavam as iniciais de Cristo. Tudo terá desaparecido no ano passado.</p> </div> </div>==</p> <h3>Ataque ao dinheiro dos terroristas</h3> A aliança liderada pelos Estados Unidos da América prossegue, entretanto, o ataque contra as bases do Daesh, no Iraque. Imagens reveladas esta quarta-feira mostram o presumível bombardeamento de um banco. O alvo era visto como um dos cofres do grupo Estado Islâmico em Mossul, uma das cidades controladas pelos “jihadistas” desde o ano passado. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr"><span class="caps">DAESH</span> <span class="caps">CASH</span>: We know we've impacted their ability to pay their fighters. Millions of $$ destroyed. <a href="https://t.co/p1PjueSz1w">https://t.co/p1PjueSz1w</a></p>— <span class="caps">COL</span> Steve Warren (@OIRSpox) <a href="https://twitter.com/OIRSpox/status/689844386880974848">20 janeiro 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <div align="center"><i>(“Sabemos que atingimos a capacidade deles de pagarem aos seus combatentes.<br /> Milhões de dólares destruídos.)</i></div></p> <p>Numa comunicação à imprensa, no Pentágono, o coronel Steve Warren revelou que este teria sido “o segundo ataque em Mossul em tantas outras semanas contra alvos financeiros do <span class="caps">ISIL</span>” (outra sigla para denominar os terroristas). “Estamos preparados para aceitar vítimas civis junto com este ataque ao dinheiro. É trágico e não é algo que desejamos, mas não deverá passar de um único digito (o número de vítimas civis)”, referiu o oficial.</p> <p>O ataque direto aos meios de subsistência do Daesh é uma das atuais prioridades dos aliados para derrotar o grupo. Em Paris, por fim, com Ashton Carter, o secretário de Estado da Defesa norte-americano, bem atento, o ministro francês da Defesa disse ter obervado “nas últimas semanas um recuo do Daesh”. “A resiliência dos terroristas deve levar-nos, porém, a melhorar as nossas operações. Temos de continuar a combater este grupo em todas as frentes e focarmo-nos na sua erradicação do terreno e do espírito das pessoas”, afirmou Jean-Yves Le Drian.</p></p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Today <a href="https://twitter.com/hashtag/SecDef?src=hash">#SecDef</a> Carter met with 6 key contributors to the counter-<span class="caps">ISIL</span> fight to discuss elements of military campaign <a href="https://t.co/u6dUozJi5V">pic.twitter.com/u6dUozJi5V</a></p>— U.S. Dept of Defense (@DeptofDefense) <a href="https://twitter.com/DeptofDefense/status/689829882667384832">20 janeiro 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>