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Davos: Quarta Revolução Industrial poderá custar 5 milhões de empregos até 2020

As tecnologias estão a modificar a forma como vivemos, trabalhamos ou consumimos. A questão está em debate no Fórum em Davos. Segundo um estudo do

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Davos: Quarta Revolução Industrial poderá custar 5 milhões de empregos até 2020

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As tecnologias estão a modificar a forma como vivemos, trabalhamos ou consumimos. A questão está em debate no Fórum em Davos.

Segundo um estudo do Fórum Económico Mundial, a “Quarta Revolução Industrial” poderá implicar a perda de cinco milhões de empregos nas principais economias nos próximos cinco anos.

Mudanças que são rápidas e que assustam, como refere CP Gurnani, diretor e presidente executivo de Tech Mahindra: “Estou assustado porque é tudo muito rápido. As mudanças são demasiado exponenciais? Somos arquitetos desta revolução? Planeamos as mudanças sociais? Refletimos sobre as potencialidades do capital humano? Planeamos a segurança?

Com a fusão de tecnologias, da área da da eletrónica e da robótica, com o mundo digital, a Quarta Revolução Industrial poderá criar uma gama infinita de novos produtos ou serviços.

Segundo a jornalista Sarah Chappell, “o Fórum Económico Mundial descreveu a quarta revolução industrial como um ‘tsunami’ de progresso tecnológico que vai transformar a economia. Mas qual será o impacto no mercado do trabalho? Os postos de trabalho ocupados por pessoas vão desaparecer à medida que serão substituídas por máquinas”.

Teme-se um aumento das desigualdades e do desemprego.

Philip Jennings, secretário-geral da UNI Global Union, confederação de sindicatos do setor dos serviços, adianta: “Temos quase 200 milhões de pessoas desempregadas. Metade da força laboral sobrevive com um par de dólares por dia e com empregos precários. Se a isto juntarmos a revolução digital em curso e o impacto laboral, todas as estatísticas são alarmantes”.

Receios reiterados pelo fundador do Fórum de Davos, Klaus Schwab.

Mas já estamos ou não em plena quarta revolução industrial? As opiniões divergem, mas ninguém duvida que terá lugar.

Links úteis:

Estudo do Fórum Económico Mundial

Artigo do Jornal Público

Artigo da Bloomberg