This content is not available in your region

Ondas gravitacionais: Astrónomos confirmam teoria de Einstein

Access to the comments Comentários
De  Euronews
Ondas gravitacionais: Astrónomos confirmam teoria de Einstein

<p>Um grupo de astrónomos conseguiu obter pela primeira vez a confirmação da Teoria da Relatividade Geral, idealizada há cem anos por Albert Einstein.</p> <p>Os cientistas foram capazes de provar a existência de ondas gravitacionais, a partir do som da colisão de dois buracos negros a mais de mil milhões de anos-luz de distância.</p> <p>Trata-se da primeira prova da existência destas ondas que perturbam os campos gravitacionais, como o efeito de uma pedrada num charco, exatamente como tinha previsto Einstein.</p> <p>Segundo, David Reitze, diretor do observatório responsável pela descoberta:</p> <p>“Estas ondas gravitacionais foram produzidas por dois buracos negros em colisão que se fundiram para formar um único buraco negro há mil e trezentos milhões de anos. Elas foram detetadas pelo <span class="caps">LIGO</span>, o Observatório de Interferometria Laser de Ondas Gravitacionais, trata-se do aparelho de medida mais preciso alguma vez construído”.</p> <p>A descoberta foi igualmente saudada na Europa pelos investigadores da Agência Espacial Europeia (<span class="caps">ESA</span>) que trabalham na missão Lisa Pathfinder, destinada a testar novas técnicas para detetar ondas gravitacionais.</p> <p>Segundo um dos engenheiros da missão, o português José Mendes:</p> <p>“Esta descoberta vai permitir-nos construir uma nova geração de veículos espaciais capazes de detetar as ondas gravitacionais, investigar os sinais, assim como a fonte destes sinais, permitindo explorar o universo de diferentes formas”. </p> <p>A vibração das ondas gravitacionais, com uma energia 50 vezes superior a todas as estrelas do universo, foi detetada pelas antenas do Observatório <span class="caps">LIGO</span> nos Estados Unidos.</p> <p>A primeira descoberta foi realizada no dia 14 de setembro, mas foi só esta quinta-feira que os cientistas publicaram o relatório numa revista científica.</p>