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China acusa conspiração ocidental por ilha disputada com Taiwan e Vietname

Pequim admitiu esta quarta-feira ter instalado estruturas de autodefesa numa ilha do mar do sul da China, que controla, mas que é disputada também

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China acusa conspiração ocidental por ilha disputada com Taiwan e Vietname

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Pequim admitiu esta quarta-feira ter instalado estruturas de autodefesa numa ilha do mar do sul da China, que controla, mas que é disputada também por Taiwan e Vietname. O governo chinês não confirmou, no entanto, se se tratariam de mísseis terra-ar, como acusou na véspera Taipé.

A ilha é conhecida pelos nomes Woody, Yongxing ou Phu Lam, faz parte do grupo Amphitrite do arquipélago de Paracel, situado a leste do Vietname, a sul de Hong Kong e a sudeste de Taiwan. A zona é alegadamente rica em petróleo.

O governo chinês fala em conspiração de contrainformação. “Acreditamos que esta é uma tentativa de certos meios de comunicação ocidentais para criar novas histórias. (…) Quanto às instalações de autodefesa nas ilhas e recifes onde se encontram recursos chineses, está tudo de acordo com a autopreservação e proteção a que a China tem direito de acordo com a lei internacional. Por isso, não poderá haver quaisquer dúvidas”, reclamou Wang Yi, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, à margem de uma conferência de imprensa após a receção, em Pequim, ao homólogo australiano, Julie Bishop.

A notícia de a China ter instalado mísseis terra-ar na ilha de Woody partiu de Taiwan. A cadeia televisiva norte-americana FOX News difundiu imagens de satélite, nas quais se veem alegadamente duas baterias de oito lançadores de mísseis terra-ar e um sistema de radares numa praia da referida ilha. Os mísseis teriam chegado na semana passada, uma vez que as imagens mostram a mesma praia vazia a 3 de fevereiro e, a partir de dia 14, já ocupada pelos dispositivos polémicos.

As notícias surgem, curiosamente, ao mesmo tempo que o Presidente norte-americano, Barack Obama, e líderes da ASEAN (sigla inglesa para Associação das Nações do Sudeste Asiático) concluíram uma cimeira, na Califórnia, Estados Unidos. A tensão existente no Mar do Sul da china esteve em discussão, mas sem referências à reclamação de propriedade da China sobre ilhas naquela região. “Qualquer disputa entre reclamantes tem de ser resolvida de forma pacífica através de meios legais como a arbitragem sob as regras da Convenção das Nações Unidas dobre o Direito do Mar, à qual as partes estão obrigadas a respeitar e obedecer”, limitou-se a afirmar Obama no final da cimeira.