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"Deus não existe" pode levar ateu russo à cadeia

Um habitante da cidade russa de Stavropol está a ser julgado por blasfémia, depois de ter afirmado que “Deus não existe” num fórum humorístico na

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"Deus não existe" pode levar ateu russo à cadeia

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Um habitante da cidade russa de Stavropol está a ser julgado por blasfémia, depois de ter afirmado que “Deus não existe” num fórum humorístico na Internet.

Viktor Krasnov, de 38 anos, incorre numa pena de até um ano de prisão por “ofensa às crenças religiosas”, à luz de uma lei aprovada em 2013 para punir o protesto do grupo musical Pussy Riot na Catedral de Moscovo.

As acusações contra Krasnov tinham sido apresentadas por um grupo de internautas que tinha considerado os comentários do ateu militante como “ofensivos para os crentes Ortodoxos”.

No fórum humorístico, Krasnov tinha considerado a Biblía como “um conto de fadas judeu” e “uma estupidez completa”, terminando o comentário com um “Deus não existe”.

O advogado de Krasnov afirma que o seu cliente, “é apenas um ateu”, e que o comentário pretendia apenas criticar os feriados religiosos.

O processo iniciou-se no mês passado, depois do réu ter sido considerado “são”, após um mês de internamento num hospital psiquiátrico.

A chamada “lei da blasfémia” russa prevê até 3 anos de prisão por insultos aos crentes de uma religião.

Em países como o Irão, Arábia Saudita, Paquistão, Somália ou Nigéria, a blasfémia é punida com a pena de morte. Riade tinha mesmo revisto a lei de segurança em 2014, para passar a classificar o ateísmo como “terrorismo”.