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Acordo UE-Turquia: Primeiros refugiados sírios chegam à Alemanha e à Finlândia

O acordo de Bruxelas com Ancara foi firmado a 18 de março e implica o reenvio para a Turquia de todos os migrantes clandestinos que tenham chegado dali ao território europeu, a partir de 20 de março.

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Acordo UE-Turquia: Primeiros refugiados sírios chegam à Alemanha e à Finlândia

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Os primeiros grupo de refugiados sírios, oriundos da Turquia, chegaram esta segunda-feira de manhã a Hanôver, na Alemanha, e Helsinquia, na Finlândia. É o outro lado do acordo entre Bruxelas e Ancara para a troca de migrantes clandestinos sírios por refugiados de direito.

O primeiro grupo recebido na Alemanha integra 16 membros de três famílias e inclui cinco crianças. A aguarda-los estava uma representante do Gabinete Federal alemão para a Migração e Refugiados.

“Eles estão, claro, muito exaltados porque tiveram de arrumar todas as suas coisas na Turquia num curto espaço de tempo. Tiveram cerca de uma semana e, esta manhã, tiveram de se levantar muito, muito cedo. Há uma viagem muito longa que já ficou para trás deles e agora estão, claro, ansiosos face ao que os espera, aqui, na Alemanha”, afirmou Corinna Wicher.

Após a viagem de avião desde Istambul, os 16 refugiados sírios foram levados de autocarro para um centro de acolhimento em Friedland, cerca de 140 quilómetros a sul de Hanôver.

Outros 16 refugiados sírios oriundos da Turquia eram esperados ainda esta segunda-feira na Alemanha, enquanto outros 11 rumaram à Finlândia também ao abrigo do acordo UE-Turquia, confirmou o Ministério finalndês para a Imigração (“twit” em baixo).

O primeiro grupo de refugiados relocalizado na Finlândia integra também 3 famílias e foi instalado num centro de acolhimento antes de ser transferido para outras partes do país, onde as famílias poderão reiniciar as suas vidas. Estes 11 refugiados sírios fazem parte de uma quota de 750 acordada este ano com a União Europeia e foram selecionados a partir de uma pre-seleção efetuada antes pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados.

“A Finlândia privilegiou sempre receber famílias inteiras porque desta maneira acolhemos logo todo o núcleo familiar e não precisamaos mais tarde de lidar com requerimentos separados para outros membros da família”, excplicou Jorma Vuorio, diretor-geral da unidade de imigração do Ministério do Interior finlandês.