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Acordo UE-Turquia: Ao segundo dia, Grécia suspende deportação de migrantes ilegais

Ao segundo dia da implementação total do acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre a crise de refugiados, a Grécia suspendeu a deportação de

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Acordo UE-Turquia: Ao segundo dia, Grécia suspende deportação de migrantes ilegais

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Ao segundo dia da implementação total do acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre a crise de refugiados, a Grécia suspendeu a deportação de migrantes clandestinos. Na segunda-feira, mais de 200 migrantes tinham reenviados para a Turquia, entre eles estariam 13 refugiados com direito a asilo na Europa, acusa a Agência da ONU para os Refugiados (UNHCR).

Wenzel Michalski, da organização humanitária não-governamental Human Rights Watch, considera que “o que a União Europeia e a Grécia estão a fazer” como “perturbador e ilegal”. “Eles estão simplesmente a tratar os refugiados como lixo humano que deve ser varrido para longe. Este é um desenvolvimento trágico.”

Mais a norte, em Idomeni, junto à fronteira fechada pela Macedónia, um grupo infantil de migrantes e refugiados à espera de poder seguir caminho rumo ao centro da Europa, encenou um protesto pacífico, atirando flores contra a barreira de arame que o retém.

Em Idomeni, mantêm-se bloqueados mais de 11 mil migrantes e refugiados. Em Lesbos, estarão ainda mais de três mil, dos quais alguns terão pela frente um guia de marcha atrás para a Turquia por não encaixarem nos critérios do estatuto de refugiado. Mas estas expulsões europeias é um processo agora suspenso pela Grécia, sem explicação oficial, e que apenas deverá ser retomado no final desta semana.

Alguns informações não oficiais apuradas junto das autoridades em Lesbos apontam para uma frustração das autoridades gregas por continuarem a ver chegar mais migrantes às ilhas Egeias do que aqueles que estão a conseguir despachar nos centros de acolhimento, seja aprovando os pedidos de asilo, seja rejeitando-os e passando-lhes de “guia de marcha atrás.”

As autoridades gregas continuam a aguardar também a chegada do grosso de elementos oriundos de outros países europeus previstos para ajudar a acelerar o processo de registo de refugiados nas ilhas gregas e as deportações para a Turquia.

O Papa Francisco, por fim, estará a preparar uma viagem à Grécia e poderá fazer escala na ilha de Lesbos, ponto central, por estes dias, da implementação do acordo entre Bruxelas e Ancara. A visita poderá acontecer a 15 de abril.