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Refugiados: Ativista português detido em Idomeni pela polícia grega

Um cidadão português terá sido detido e identificado pela polícia esta quarta-feira em Idomeni, no norte da Grécia, junto à fronteira com a

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Refugiados: Ativista português detido em Idomeni pela polícia grega

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Um cidadão português terá sido detido e identificado pela polícia esta quarta-feira em Idomeni, no norte da Grécia, junto à fronteira com a Macedónia. O português não foi identificado, mas faria parte de um grupo de 15 pessoas que se terão identificado à polícia como “voluntários”, mas de acordo com as autoridades nenhuma terá ligação a qualquer organização humanitária a operar na zona.

Além do português, terão sido também detidos 5 alemães, 2 britânicos, 2 suecos, 2 gregos, um holandês, um austríaco e um checo. Do grupo, apenas um alemão terá ficado detido, por ter na sua posse uma arma branca.

Os outros terão sido libertados após serem identificados e estão a ser, entretanto, descritos como “ativistas” e relacionados a grupos suspeitos que têm vindo a incitar os migrantes bloqueados em Idomeni a revoltarem-se contra o fecho da fronteira pela Macedónia.

Novos confrontos, entretanto, voltaram a registar-se na fronteira entre a Grécia e a Macedónia. De um lado, um grupo de migrantes que tentou uma vez mais aproximar-se da barreira de arame que mantém fechado o acesso entre os dois países. Do outro, a polícia macedónia, com recurso, uma vez mais, a gás lacrimogéneo.

Desta feita, também a polícia grega antimotim foi chamada e poderá ter sido no decurso dessa intervenção que o grupo de ativistas pró-migrantes, onde se inclui um português, terá sido detido.

No último fim de semana, centenas de migrantes tiveram de receber assistência médica após terem tentado forçar a aproximação e o derrube da barreira fronteiriça de arame, sendo reprimidos com alguma violência pelas autoridades macedónias, com alegado recurso a gás lacrimogéneo e o disparo de balas de borracha.

Esta quarta-feira, também houve quem necessitasse de assistência, mas apenas para minimizar os efeitos provocados pelo gás. Perante o sucedido e a existência de algum risco, a visita de três chefes de Estado à zona conhecida como “quota 59” teve de ser abortada.

De acordo com a agência de notícias macedónia Meta, os presidentes da Macedónia, da Croácia e da Eslovénia chegaram a estar a cerca de 50 metros desta porta de acesso à Grécia, no meio da barreira de arame, mas o trio acabou por recuar.