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As raparigas de Chibok foram raptadas há dois anos

As raparigas de Chibok raptadas pelo Boko Haram são, provavelmente, as vítimas mais conhecidas da milícia radical islâmica que utiliza o sequestro

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As raparigas de Chibok foram raptadas há dois anos

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As raparigas de Chibok raptadas pelo Boko Haram são, provavelmente, as vítimas mais conhecidas da milícia radical islâmica que utiliza o sequestro como uma arma de guerra. Jovens que vemos neste vídeo e que o chefe do Boko Haram, Abubakar Shekan, prometeu libertar em troca de prisioneiros do grupo.

Na noite de 14 para 15 de abril de 2014, homens armados irromperam em Chibok, uma vila no nordeste da Nigéria com uma coluna de veículos e raptaram 276 alunas com idades entre os 16 e os 18 anos.

BokoHaramsend'proof of life' videoof Chibokgirls: CNN https://t.co/vMQTCAe5KO pic.twitter.com/zd92Fk2erS

AFP news agency(@AFP) April 14, 2016

A população ficou em estado de choque e o desespero apoderou-se de familiares e amigos.

A ausência de medidas por parte do governo nigeriano gerou uma onda de protestos. 57 raparigas conseguiram por escapar, mas 219 continuam nas mãos dos raptores. As jovens que fugiram aparecem nestas imagens juntamente com as famílias, em julho de 2014, durante um encontro com o chefe de Estado nigeriano. Nas primeiras três semanas, Goodluck Jonathan manteve o silêncio, enquanto todo o país se manifestava.

TwoyearsafterChibok, BokoHaramisstillterrorizing#Nigeria https://t.co/V2uUR9Yl95 #bringbackourgirls pic.twitter.com/Ef7rklMAF9

— World EconomicForum (@wef) April 14, 2016

Um ano depois do rapto e mesmo com campanha #Bringbackourgirls (Tragam as nossas raparigas de volta) que ultrapassou fronteiras, o paradeiro das jovens continua a ser uma incógnita. A agonia das famílias não impede que mantenham acesa a chama da determinação.

“Esperamos que o chefe de Estado mantenha a sua palavra de trazer de volta as raparigas vivas antes de deixar o cargo a 29 de maio de 2015. Mesmo que não o consiga fazer esperamos que o sucessor as traga de volta vivas.
afirma, Battah Ndirpaya da Associação de Pais das Raparigas Raptadas em Chibok.

Na primavera de 2015, a esperança renasce após a libertação de 275 mulheres e crianças por parte do exército nigeriano na floresta de Sambisa, conhecida como a fortaleza do Boko Haram, perto da fronteira oeste da Nigéria com os Camarões. Mas nem sinal das estudantes de Chibok.

Dois anos após o sequestro, o novo presidente, Muhammadu Buhari, continua sem dar resposta ao pedido das famílias. Esther Yakubu, mãe de uma das jovens raptadas, promete não descansar enquanto não trouxer de volta a casa o seu maior tesouro:

“Sinto muitas saudades da minha filha, ela é o meu mundo. A felicidade e a alegria desapareceram com ela. Sem ela sinto-me incompleta. Sabemos que não vamos revê-las a todas, mas queremos falar nem que seja com mais uma para que nos possa dizer o que aconteceu com as outras. Se trazer as nossas meninas representa uma derrota para o Boko Haram, então o Boko Haram ainda não foi derrotado.”

It's been 2 yearssince#ChibokGirls abduction by #BokoHaram. Time to #BringBackOurGirls. https://t.co/rchQSk05pm pic.twitter.com/DvlKxiAdXo

— AmnestyInternational(@amnesty) April 14, 2016

Mas as raparigas de Chibok não são um caso isolado. Nos últimos anos, o grupo extremista islâmico tem
semeado o terror na África Ocidental.