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Obama defende tratado de livre-comércio com "lição europeia" em Hanover

Barack Obama apelou à Europa a manter-se “unida, forte e próspera”, ao lado dos Estados Unidos, na segurança como na economia. De visita à Alemanha

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Obama defende tratado de livre-comércio com "lição europeia" em Hanover

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Barack Obama apelou à Europa a manter-se “unida, forte e próspera”, ao lado dos Estados Unidos, na segurança como na economia.

De visita à Alemanha, depois de uma passagem por Londres, o presidente norte-americano prossegue a campanha para concluir as negociações sobre o tratado de livre comércio entre a UE e os Estados Unidos.

O tema esteve em cima da mesa durante uma mini-cimeira com os cinco membros europeus do G7 em Hanover.

“Hoje, mais do que nunca, uma Europa unida e forte permanece, como disse Adenauer, uma necessidade para todos nós. É uma necessidade para os Estados Unidos pois a segurança e a prosperidade da Europa é inseparável e inerente à nossa. Nós não podemos separar-nos da Europa. Uma Europa forte e unida é uma necessidade para o mundo pois uma Europa integrada continua a ser vital para a nossa ordem internacional”.

Uma visão europeísta em final de mandato com que Obama tenta igualmente reconciliar o Reino Unido com Bruxelas, e sublinhar o papel da Alemanha como motor económico do continente e aliada da primeira hora do Tratado comercial Transatlântico.

O presidente abordou ainda a questão da luta contra o terrorismo e a situação na Síria, apelando a mais investimento por parte dos membros europeus da NATO.

Uma lição europeia com o seu lote de “mea-culpas” em especial sobre os escândalos de espionagem da NSA. Obama garantiu, no entanto, que “privacidade e segurança” não são incompatíveis, tendo apelado a uma maior troca de informação entre os serviços secretos dos dois lados do Atlântico.

No seu discurso antes da reunião do “G5”, com Angela Merkel, François Hollande, David Cameron e Matteo Renzi, Obama criticou ainda a atitude da Rússia face à Ucrânia. Evocando uma posição de Moscovo, “que parece datar dos tempos da guerra fria”, o presidente defendeu a manutenção das sanções contra a Rússia.