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Breve cronologia de acidentes aéreos no Egito

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Breve cronologia de acidentes aéreos no Egito

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Desde o ano passado que o Egito se tem visto envolvido numa série de incidentes aéreos. Até esta quinta-feira, a última vez que algo com estas características aconteceu foi no dia 29 de março quando a companhia aérea Egyptair anunciou o desvio de um dos seus aparelhos.

Tratava-se de um Airbus A320 que levava a bordo 81 passageiros, entre os quais 15 elementos da tripulação e que se dirigia de Alexandria para o Cairo. O aparelho foi desviado por um pirata do ar para o aeroporto de Larnaca, na ilha de Chipre. Após a sua chegada, o indivíduo libertou a maior parte dos reféns acabando por se render após seis horas de negociações.

O pirata do ar, Seif Eldin Mustafa, era egípcio, tinha 53 anos e reclamava ver a sua mulher e filhos que viviam em Chipre.

Mas no dia 31 de outubro fo ano passado, a história acabou mal. Uma bomba explodiu a bordo de um Airbus A321 da companhia aérea russa Metrojet que transportava turistas russos que haviam visitado a estância de Sharm el-Sheik na península de Sinai.

O atentado matou os 224 passageiros que seguiam a bordo. O facto dos destroços se terem espalhado por uma grande superfície sugeriu que o aparelho se havia partido em dois a grande altitude.

A hipótese de um atentado confirmou-se quando este foi reivindicado pelo braço egípcio do grupo extremista Estado Islâmico que multiplicou então os ataques no país concentrando-se nas forças de segurança.

A 16 de novembro a Rússia admite que a causa da explosão teria sido uma bomba a bordo.

Em 2004, o Egito conheceu uma outra catástrofe aérea, desta feita um acidente. Pouco depois de ter descolado da estância de Sharm el-Sheikh, um Boeing 737 fretado pelas linhas aéreas egípcias Flash Airlines despenhou-se no Mar Vermelho. A bordo seguiam 135 pessoas e 13 elementos da tripulação.

Para além do custo humano, a outra grande vítima destes desastes aéreos é a indústria turística. Com uma rica herança arqueológica e estâncias turísticas de qualidade o Egito é um dos destinos mais frequentados no norte de África. No entanto, desde o atentado do ano passado contra a companhia russa Metrojet que o número de visitantes caiu a pique.

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