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Alemanha reconhecer o genocídio arménio é "absurdo", afirma PM da Turquia

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Alemanha reconhecer o genocídio arménio é "absurdo", afirma PM da Turquia

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“Absurdo”: é como o primeiro-ministro turco classifica o voto, previsto para esta quinta-feira, no Parlamento alemão, de uma resolução que reconhece o “genocídio” de mais de um milhão de arménios pelo Império Otomano, em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial.

Tal como o presidente Recep Tayyip Erdogan, Binali Yildirim, o chefe do governo, avisa que o reconhecimento do genocídio arménio irá prejudicar as relações bilaterais entre Ancara e Berlim, mas não irá comprometer o acordo com a União Europeia para a gestão da crise dos refugiados.

“Este voto é absurdo. É claro que as relações com a Alemanha vão ser prejudicadas. Não há qualquer dúvida sobre isso”, afirmou Yildirim.

Os deputados alemães já receberam mesmo ameaças de morte por causa da resolução, mas para o líder parlamentar dos Verdes, “quem mostra coragem não são os membros do Parlamento (alemão), mas as pessoas que vivem na Turquia e que às vezes pagam com a vida o facto de falarem desta questão”, recordou Cem Ozdemir, filho de um casal turco que imigrou para a Alemanha nos anos 60 do século passado.

“Não matamos ninguém em particular, só defendemos o nosso país” responde parte da gigantesca comunidade turca na Alemanha, que tem protestado veementemente contra o reconhecimento do genocídio arménio.

A Turquia afirma que não houve nenhuma campanha organizada pelo Império Otomano para erradicar os cristãos arménios.

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