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A esperança e os desafios do turismo grego

As preocupações com a segurança na Turquia e no norte de África estão a alimentar o turismo grego.

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A esperança e os desafios do turismo grego

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As preocupações com a segurança na Turquia e no norte de África estão a alimentar o turismo grego. A Grécia espera um número recorde de visitantes este ano.

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"Temos de continuar com o ajustamento. É, por isso, que digo que temos de entrar num período de maior austeridade do que nos últimos três anos."

Michael Massourakis Federação empresarial helénica

O turismo é o principal setor económico, representando cerca de 17% do PIB, e é a base para relançar a economia após anos de recessão.

Michael Massourakis, da Federação empresarial helénica, adianta: “Nunca pensámos superar os 14-15 milhões de turistas e esse era o valor esperado durante os Jogos Olímpicos em 2004. Por isso, o facto de estarmos agora nos 25-26 é porque a Grécia soube trabalhar para se manter competitiva, mas temos de reconhecer que há, também, razões geopolíticas”.

Apesar do aumento do número de turistas, os empresários estão preocupados com o futuro.

Atenas aumentou a taxa de IVA para vinte e quatro por cento e os impostos sobre as empresas. Vai aumentar também, nos próximos anos, os impostos sobre tabaco, álcool, telecomunicações, internet e café e vai criar uma taxa de alojamento para hotéis com mais de duas estrelas.

Atenas pretende aumentar os impostos sobre o turismo para cumprir as novas metas do terceiro plano de resgate:http://www.euractiv.fr/section/euro-finances/news/greek-government-bets-on-tourism-to-meet-its-fiscal-targets/ .

Michael Massourakis, da Federação empresarial helénica, afirma: “Fizemos progressos substanciais entre 2010 e 2014, em termos das finanças públicas. Mas desde 2014 houve um certo impasse. Temos de continuar com o ajustamento. É, por isso, que digo que temos de entrar num período de maior austeridade do que nos últimos três anos”.

O setor do turismo emprega uma em cada cinco pessoas na Grécia, mas os empresários dizem que não podem fazer face ao aumento da carga fiscal e receiam ver os turistas fugir.

Um colapso do setor seria dramático, num país onde a taxa de desemprego é superior a 24%. O desemprego juvenil é de mais de 51%.