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Brexit nas mãos dos indecisos

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Brexit nas mãos dos indecisos

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O Brexit continua a dividir os britânicos. Segundo as sondagens, os pró e os contra a permenência do país na União Europeia estão muito próximos. A decisão caberá aos ainda indecisos. E é para esses que vão agora as mensagens das duas campanhas. O ministro sombra dos Trabalhistas para a Energia e Mudanças Climáticas, Barry Gardiner, argumenta:

“Penso que o mais interessante das últimas sondagens é que mostram 20 a 25% de pessoas que ainda não formaram uma opinião. Para os que já sabem onde votar, está definido, mas o fator decisivo pertence aos que ainda não sabem; são esses que, no dia do voto, vão chegar às urnas sem saberem onde vão fazer a cruz”.

O principal argumento dos que pretendem ficar na UE, é que o Reino Unido é mais forte na União. Mais segurança, mais benefícios económicos pela presença no maior mercado único do mundo e também o facto de o país aproveitar a influência da União Europeia na esfera internacional.

“Se quisermos garantir que as empresas não abusam das legislação fiscal, quando se fala de empresas como a Amazon ou a Google… precisamos de tratar não a nível nacional, mas no quadro do bloco euroepu, porque há regras a respeitar. Por isso teremos muito mais poder contra as companhias multinacionais, que podem realmente decidir onde querem fazer negócios e pagar os respetivos impostos. Seremos muito mais fortes juntos do que se formos uma nação isolada, por nossa conta. Penso que as pessoas vão decidir pela segurança da União Europeia quando chegar o momento do voto”, afirma Gardiner.

Para os que querem deixar a União, é evidente que os britânicos serão senhores do seu destino, que neste momento é refém da regulamentação europeia e, portanto, poderão prosperar. Alguns acham mesmo que depois podem negociar um acordo preferencial com Bruxelas.

Barry Gardiner apelida-os de “sonhadores”:
“Há pessoas, pessoas de princípios, – e eu tenho que discordar -, que vão votar pela saída da União Europeia. Não vão poder dizer a seguir eu não queria exatamente sair. Temos que respeitar o eleitorado. O eleitorado vai votar uma decisão para a vida. Desembaraçar-se da União Europeia vai fazer-nos passar por um período caótico de cinco a dez anos. As pessoas não vão fazer isso, porque os que pensam que podem simplesmente usar o facto de termos tido um voto para sair para fazer chantagem para ficar, são uns líricos, uns sonhadores.

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