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Iran Air: Depois da Airbus, é a vez da Boeing

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Iran Air: Depois da Airbus, é a vez da Boeing

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A Iran Air poderia comprar cerca de uma centena de aparelhos à norte-americana Boeing, depois de um negócio semelhante ter sido acordado com a Airbus.

A mais importante das companhias aéreas do Irão, poderia assim vir a fechar um negócio considerado “histórico” pela imprensa financeira internacional, caso a República Islâmica consiga beneficiar do levantamento progressivo das sanções por causa do seu programa nuclear.

A Iran Air encontra-se também em negociações com a Boeing para que a construtora possa fornecer assistência técnica à frota da companhia, cujos aviões teriam, segundo o site airfleet.net, uma idade média de 27 anos.

Em janeiro deste ano, a Iran Air acordou com a europeia Airbus a compra de 118 aparelhos, um negócio avaliado em mais de 25 mil milhões de euros, tendo em conta a lista oficial de preços da Airbus. No entanto, o negócio ficou condicionado à obtenção de licenças de exportação por parte dos EUA, devido à importante quantidade de peças fabricadas naquele país.

Segundo a Boeing, a Iran Air necessita de pelo menos 300 aparelhos para a sua frota durante a próxima década.

As diferentes companhias aéreas iranianas possuem uma frota combinada de cerca de 250 aparelhos, 90 dos quais se encontram estacionados por não serem utilizados com regularidade, por razões ligadas às sanções económicas impostas pelas Nações Unidas. Muitos dos aviões encontram-se também fora de circulação porque as empresas não conseguem comprar peças necessárias para o bom funcionamento dos mesmos.

A Iran Air encontra-se em conversações com diferentes instituições financeiras e de leasing para concretizar a compra dos aviões à Airbus, tendo ainda de evitar algumas das sanções que continuam a ser impostas pelos Estados Unidos.

Algumas entidades financeiras do Médio Oriente e China poderiam estar interessadas em fazer parte do negócio, nomeadamente agências de leasing, ainda que qualquer decisão necessite do apoio de entidades bancárias, muitas delas com fortes interesses nos Estados Unidos e que não estariam interessadas em arriscar a sua posição no primeiro mercado do mundo. No entanto, o secretário de Estado norte-americano John Kerry disse recentemente que Washington não se opunha que entidades financeiras internacionais fizessem negócios com o Irão, depois do acordo entre a República Islâmica e o grupo conhecido como 5+1.

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