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Iraque à beira da crise humanitária

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Iraque à beira da crise humanitária

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A situação humanitária continua a deteriorar-se no Iraque.
Desde o verão passado milhares de pessoas tiveram de fugir das suas aldeias para escapar à violência.

Nos últimos dias, Fallujah, que fica a cerca de 60 km a oeste de Bagdade, foi a primeira cidade do Iraque a ser recuperada pelas forças governamentais que continuam a ofensiva contra os jihadistas, sendo Mossul o próximo alvo. Mas esta vitória não traz esperança à população.

Os iraquianos resistem em condições de vida muito adversas e a urgência humanitária é gritante. A situação agrava-se com a instabilidade política e a grave crise económica, que está a destruir ainda mais as infra-estruturas já fragilizadas do Iraque, um país em ruínas.

Fabio Forgione Chefe de Missão na clínica Médicos Sem Fronteiras: “Eles não têm muita esperança de que uma vez o ISIL derrotado a situação melhore, porque a presença de grupos armados, a fragmentação política que existe hoje no Iraque, as dificuldades para alcançar acordos políticos vão continuar a inflamar o conflito e a obrigar as pessoas a partir”.

O número de pessoas afetadas pela guerra em curso continua a aumentar, mais de 3,3 milhões de iraquianos foram deslocados.

Hameed Khalaf, Ahmed, 64 anos, deixou Ramadi, sua terra natal para se refugiar em Bagdad quando o grupo Estado Islâmico (IS) grupo assumiu o controlo da cidade.

“Os ataques aéreos destruiram a casa da minha filha. Toda a família morreu. Só a minha filha sobreviveu. Oito pessoas ficaram enterradas sob os escombros”.

“Eu perdi toda a esperança. Desde que a minha filha e o meu marido morreram. Tudo desapareceu”, diz a filha de Hammee Khalaf.

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