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Grécia: Rede de supermercados Marinopoulos está sob proteção contra credores

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Grécia: Rede de supermercados Marinopoulos está sob proteção contra credores

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A justiça grega colocou Marinopoulos, uma das maiores redes de supermercados da Grécia, sob proteção contra os credores. O gigante da distribuição tinha feito o pedido esta semana, para evitar a confiscação dos bens.

Marinopoulos tem até finais de setembro para apresentar um plano de reestruturação.

O grupo acumulou uma dívida de 1,3 mil milhões de euros. Os sete anos de recessão económica fizeram afundar o consumo. A isso juntou-se a concorrência de lojas com preços mais baratos.

A situação agravou-se com a saída do grupo francês Carrefour, que detinha 50% do capital, em 2012.

Interrogada na rua, uma grega garante que é cliente do grupo há 15 anos e uma das cunhadas trabalha lá desde que saiu da escola. Agora diz estar triste com toda esta confusão.

Marinopoulos possui centenas de lojas, e não apenas na Grécia, e emprega 13 mil pessoas.

O representante sindical dos funcionários, Matheos Mavrakis, adianta: “Agora os donos têm de apresentar um plano para salvar o grupo. Nós, os empregados, não estamos ao corrente do plano, não temos ideia das intenções ou dos projetos que têm em mente. Estamos preocupados e lutamos para salvar os nossos empregos e manter a empresa a funcionar”.

A situação financeira do grupo de distribuição levou o governo grego a interessar-se pela questão. Alguns ministros encontraram esta semana o principal accionista.

A maioria da dívida do Marinopoulos (720 milhões de euros) é para com os 2 mil fornecedores e, em caso de falência, as repercussões irão muito para além do grupo de distribuição.

O correspondente da euronews em Atenas, Stamatis Giannisis, explica: “Nos últimos sete anos a crise minou a economia grega. Cerca de 250 mil lojas e empresas, de todos os tamanhos, fecharam as portas e perderam-se cerca de um milhão de empregos. A falência da rede de supermercados Marinopoulos poderá representar o encerramento de mais 400 lojas e o despedimentos de 13 mil pessoas”.

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