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#Brexit: Desvalorização da libra esterlina arrasta Grupo Eurotúnel

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#Brexit: Desvalorização da libra esterlina arrasta Grupo Eurotúnel

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A desvalorização da libra esterlina provocada pela aprovação em referendo, a 22 de junho, do “Brexit” — a saída do Reino Unido da União Europeia, levou o Grupo Eurotúnel, que controla as ligações entre França e a Inglaterra pelo Canal da Mancha, a rever em baixa os resultados operacionais deste e do próximo ano. A revisão tem por base uma nova cotação de uma libra/ 1,273 euros por oposição à cotação média de 2015 (£1/€1,375).

  • Em 2016, a empresa prevê agora um encaixe bruto de 535 milhões de euros face aos 560 milhões estimados anteriormente (queda de 4,5 por cento);
  • Em 2017, a empresa prevê agora um encaixe bruto de 579 milhões de euros face aos 605 milhões estimados antes (queda de 4,3 por cento).

“Com os mecanismos e a forma como o Reino Unido vai deixar a União Europeia ainda por determinar, é difícil prever o efeito no ambiente macroeconómico e político assim como nos transportes que cruzam o canal e nas atividades do grupo”, lê-se no “relatório do Grupo Eurotúnel2:http://www.eurotunnelgroup.com/uploadedFiles/assets-uk/Media/Press-Releases/2016-Press-Release/160710-2016-half-year-results-Eurotunnel-Group-web.pdf publicado esta quarta-feira.

A empresa garante, ainda assim, não esperar “impactos significativos nas suas atividades a curto prazo”. “A atividade corrente mantém-se flutuante”, conclui.

Na bolsa de Londres, onde a empresa está cotada, o grupo Eurotúnel terá desvalorizado em cerca de um terço do valor devido ao enfraquecimento da moeda britânica.

 
EBITDA: “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization” (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

Em relação à primeira metade deste ano, o Grupo Eurotúnel revela receitas consolidadas de 582 milhões de euros — “um aumento de 12 milhões, ou de 2 por cento, face à primeira metade de 2015”. “Apesar de um contexto geopolítico incerto, os números consolidados para a primeira metade do ano mostram um aumento de 9 milhões de euros no EBITDA para 249 milhões de euros”, refere a empresa, sublinhando que “apesar dos ataques terroristas em Bruxelas, em março, e os ataques na Bélgica e em França, de março a junho, o tráfego do Eurostar apenas diminuiu cerca de 3 por cento.”

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