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Os refugiados que vieram aos JO para mostrar ao mundo quem são

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Os refugiados que vieram aos JO para mostrar ao mundo quem são

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No fundo, são a encarnação do espírito dos Jogos Olímpicos: venceram todo o tipo de adversidades para fazer vingar a sua determinação em chegar mais longe. São refugiados, espelho da realidade de um mundo em conflito. Constituem uma delegação própria no Rio de Janeiro. Dez atletas que não contam com uma bandeira nacional, mas que erguem bem alto o signo da força.

James Chiengjiek é originário do Sudão do Sul. Vai correr na prova dos 800 metros. Considera que “este é um momento positivo para todos os refugiados, não apenas para os que participam nos Jogos. Nós estamos a representar milhões de refugiados do mundo inteiro. Esta é a oportunidade de mostrarmos que também nós podemos fazer algo.”

A jovem Yusra Mardini, nadadora síria de 18 anos a viver na Alemanha, vai competir nos 100 metros mariposa e nos 100 metros livres. “Todos têm em comum o facto de nunca desistirem. Todos passámos por situações muito más, mas continuámos porque tínhamos um sonho”, afirma.

Há também atletas da República Democrática do Congo e da Etiópia. A comitiva vai desfilar na cerimónia de abertura com a bandeira olímpica. A primeira vez que isso aconteceu foi em Barcelona, em 1992, com uma delegação de quase 500 atletas provenientes das ex-repúblicas soviéticas. Em Sidney, em 2000, 4 desportistas de Timor Leste fizeram o mesmo. Em Londres, há 4 anos, foram 3 atletas das antigas Antilhas holandesas e 1 do recém-criado Sudão do Sul.

Em caso de vitória, o hino que irá soar será o olímpico que, afinal, transporta os valores da fraternidade e do respeito.

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