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Toamasina: O porto que faz Madagáscar navegar

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Toamasina: O porto que faz Madagáscar navegar

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O porto de Toamasina é um dos mais dinâmicos da África subsariana. Quais são os desafios que esta plataforma comercial, em plena transformação, enfrenta?

Ao longo do mês de setembro, o Target vai lançar um outro olhar sobre a ilha de Madagáscar. Começamos pelo porto de Toamasina, também conhecida como Tamatave, que concentra três quartos do comércio marítimo nacional. Um entreposto que se tem vindo a modernizar para responder às normas internacionais mais exigentes.

“Modernizámos as estruturas de manutenção, de armazenamento, de segurança e integrámo-las num novo sistema de exploração”, afirma Jean Berthin, responsável da SMMC, companhia pública de gestão de mercadorias.

Tudo passou a estar informatizado, desde o tratamento dos contentores, ao acesso das empresas de transportes, até às operações aduaneiras. Trata-se de uma nova abordagem que resulta da cooperação entre os organismos nacionais e entidades privadas.

Recentemente foi realizado um estudo que situa o porto de Toamasina na lista dos cinco entrepostos mais produtivos na África subsariana. 2017 vai trazer mais obras de renovação para continuar a impulsionar a capacidade desta plataforma.

O investimento é gigantesco: 650 milhões de dólares, o que deverá permitir criar uma nova área de armazenamento, expandir o quebra-mar e, sobretudo, prolongar em 500 metros a doca das mercadorias. O calado dos navios, ou seja a profundidade que podem atingir, deverá ser consideravelmente aumentado também.

“Os barcos de última geração, os porta-contentores, possuem um calado de 13-14 metros. Nós pretendemos antecipar-nos e ir já até aos 16 metros”, diz-nos Christian Eddy Avellin, da SPAT, a empresa nacional que gere a plataforma.

Segundo Michael Ratrimo, diretor do MICT (Serviços do Terminal de Contentores), “tudo isto vai ajudar a economia de Madagáscar. Vai haver muito mais navios, mais porta-contentores de maior dimensão que podem acostar diretamente aqui, ou seja, reduzindo os custos e fazendo economia de escala.”

Jean Berthin acrescenta que “o objetivo é criar e colocar em marcha um centro de logística portuária que seja eficiente. É assim que vamos conseguir aumentar o nosso tráfego e deixar os nossos clientes satisfeitos.”

A adaptação das infraestruturas resulta naturalmente da evolução do contexto económico regional. Para além da exploração crescente dos recursos naturais do país, Madagáscar beneficia da intensificação do tráfego marítimo no chamado eixo sul, entre a Ásia, a África e a América do Sul.

“As pessoas costumam pensar em Madagáscar como um país que fica no fim do mundo. Mas isso já não é verdade. Hoje em dia, estamos no centro do mundo”, remata Christian Eddy Avellin.

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