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Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão diz que situação na Ucrânia mantém-se frágil

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Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão diz que situação na Ucrânia mantém-se frágil

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Ao lado do homólogo ucraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão disse, esta quinta-feira, em Berlim, que a situação no leste da Ucrânia mantém-se “frágil” apesar do cessar-fogo acordado para o início do ano letivo escolar.

Palavras proferidas no mesmo dia em que Washington e Kiev assinaram o acordo de cooperação em matéria de tecnologia de defesa.

“Há dois dias os combates intensificaram-se, mas ontem voltou a haver menos conflitos. Não obstante, todos estes incidentes provam o quão frágil continua a ser toda esta situação. Por esse motivo, não devemos reduzir os nossos esforços até alcançarmos estabilidade e devemos dar mais importância ao cessar-fogo acordado”, disse o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier.

Steinmeier viaja para a Ucrânia na próxima semana, na companhia do homólogo francês, Laurent Fabius, para acertar uma nova data de conversações entre a Alemanha, França, Ucrânia e Rússia.

Vladimir Putin disse, esta segunda-feira, estar pronto para novas negociações.

Segundo um analista político, o impasse no conflito é bom para os dois lados:
“Um conflito ‘congelado’ é bom para a Ucrânia, pelo menos, temporariamente e é também a situação mais confortável para as pessoas da República de Donetsk e da República de Lugansk, que estão a ser apoiadas financeiramente pela Rússia. Não têm de realizar eleições, não têm de se preocupar com uma reintegração na Ucrânia (…).
Por seu lado, o governo pode ‘culpar’ a guerra por todos problemas na Ucrânia, incluindo corrupção, reformas mal sucedidas e todos os problemas económicos e políticos no país”, disse Vadim Karasev.

Em setembro de 2014, na capital da Bielorrússia, foi assinado o Protocolo de Minsk, com o objetivo de pôr fim à guerra no leste ucraniano.

O cessar-fogo imediato nas regiões de Donetsk e Lugansk era um dos 13 pontos que formavam o acordo. Mas nunca foi cumprido.

As Nações Unidas estimam que mais de 9500 pessoas tenham morrido desde que o conflito começou.

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